Commodities podem recuar com os preços do petróleo
Chicago (EUA), 6 de Novembro de 2007 - O milho deverá cair a partir de sua maior alta das últimas cinco semanas, acompanhado pelo provável recuo da soja, depois que os preços do petróleo bruto diminuíram em relação ao seu fechamento recorde, reduzindo a atratividade dos biocombustíveis produzidos a partir desses grãos.
O milho teve alta de 11% e a soja chegou ao seu nível mais elevado desde outubro, com alta de 89,9%. Nesse período os preços do petróleo subiram 21%. "A queda do petróleo bruto está desaquecendo o ciclo da inflação, e isso vai ajudar a deflacionar a compra de grãos nos próximos meses", disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities Inc., de West Des Moines, no Estado norte-americano de Iowa. "Os mercados seguiram a alta do petróleo bruto nas últimas semanas, portanto nada mais lógico de que sigam sua queda".
Os preços do milho caíram 17% desde fevereiro. Naquela ocasião foi cotado a US$ 4,5025 o bushel. Essa foi a maior alta em um período de 10 anos. Os preços elevados levaram os agricultores americanos a aumentarem suas áreas de plantio do grão em 15%. Isso fez com que as lavouras dos Estados Unidos ocupassem a maior área desde 1944.
O milho é o principal produto agrícola dos Estados Unidos. O total da produção americana foi avaliado ao recorde de US$ 33,8 bilhões em 2006. A soja, por sua vez está em segundo lugar nesse ranking de produção. Vale US$ 19,7 bilhões, segundo dados divulgados pelo governo daquele país.