Commodities Agrícolas

07/11/2007

Commodities Agrícolas


Efeito dominó

Como aconteceu com soja e milho, as cotações do trigo também foram fortemente influenciadas por compras especulativas alimentadas por fatores indiretamente ligados a seus fundamentos ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, dezembro subiu 12 centavos de dólar, para US$ 7,97 por bushel; em Kansas, o mesmo vencimento registrou alta de 10 centavos de dólar, para US$ 8,2225 por bushel. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires realçaram que a influência de fatores como preços dos metais e do petróleo e desvalorização do dólar seguem presentes e deverão continuar influenciando o rumo dos preços. No Paraná, a saca de 60 quilos caiu para R$ 32,14, em média, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura. 

Nova disparada

As cotações da soja registraram forte alta e voltaram ao maior patamar em três anos ontem na bolsa de Chicago, impulsionadas por compras especulativas. Na falta de novidades relacionadas aos chamados fundamentos do mercado, as compras foram deflagradas por conhecidas tendências: alta dos metais, petróleo em níveis recordes e desvalorização do dólar no exterior. Os contratos com vencimento em novembro subiram 23,75 centavos de dólar e encerraram a sessão negociados a US$ 10,2950 por bushel, ao passo que janeiro fechou a US$ 10,4450, com ganho de 23,50 centavos de dólar. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos subiu de R$ 34,25 para R$ 34,70, segundo a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato). 

Influência externa

Como aconteceu com os "vizinhos" soja e trigo, o mercado de milho da bolsa de Chicago sofreu forte influência de compras especulativas motivadas por fatores ligados a outras commodities e ao dólar e também registrou expressiva valorização. Os papéis para entrega em dezembro fecharam a US$ 3,8575 por bushel, um salto de 10,50 centavos de dólar - mesma variação positiva dos futuros para março, que alcançaram US$ 4,0300. Também influenciou a alta a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) aponte, em relatório que será divulgado na sexta-feira, produção menor que a esperada no país. No Paraná, a saca de 60 quilos subiu de R$ 20,82 para R$ 20,90, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado. 

Previsões da Cosan 

Os preços do açúcar demerara subirão cerca de 5% até o final deste ano, à medida que o Brasil aumenta sua produção de etanol em detrimento da oferta do açúcar, afirmou Marcos Lutz, diretor-comercial da Cosan, em entrevista concedida em Amsterdã, à agência Bloomberg. Lutz acredita que a commodity avançará para 10,5 centavos de dólar por libra-peso. O mix de produção de cana no Brasil deverá ficar em 55% para álcool e 45% para açúcar, reduzindo as exportações do produto em cerca de 1 milhão de toneladas na safra 2007/08. Os volumes embarcados devem ficar em 18 milhões de toneladas. Ontem, os contratos do açúcar em Nova York fecharam a 10,23 centavos de dólar por libra-peso, alta de 13 pontos. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 23,35, segundo o índice Cepea/Esalq.