Fraude não deve afetar exportação
Brasília, 8 de Novembro de 2007 - A recente crise da contaminação do leite não deve afetar as exportações dos lácteos brasileiros no curto prazo, mas se o governo não garantir uma ampla fiscalização e provar que houve resposta imediata ao problema, as vendas externas do setor, que se encontra em plena expansão, podem ser afetadas e levar o produtores a perderem mercados cativos lá fora.
Atualmente o Brasil é considerado um potencial grande produtor de leite. Em 2006 produziu 25 bilhões de litros e neste ano deve aumentar para 26,1 bilhões de litros, mas as exportações ainda são pequenas. E justamente quando o setor tenta aproveitar o aumento deste mercado, que movimenta mais de US$ 40 bilhões por ano, teve que enfrentar um prejuízo na imagem do produto por causa da adulteração do leite com soda cáustica e água oxigenada.
Em 2006, os embarques somaram US$ 160 milhões e este ano o setor espera faturar pelo menos US$ 200 milhões em vendas externas, segundo o Ministério da Agricultura. Mas o país exporta para apenas 60 países. Número pequeno, já que quase todos os países importam leite. O México, por exemplo, considerado um grande mercado, o Brasil possui apenas 0,1% do mercado mundial.
Um dos principais problemas para pequena participação no mercado mundial de leite, segundo o Daniel Ferraz da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, é a falta de integração da cadeia produtiva. Segundo ele, para resolver o problemas, nos próximos 15 dias o governo vai apresentado um programa de integração para incentivar as exportações de lácteos.