Commodities Agrícolas
Dreyfus vê safra menor
A Louis Dreyfus Commodities estima a safra brasileira de soja em 58 milhões de toneladas, ante previsões acima de 60 milhões feitas por consultorias. "A maioria das previsões feitas até agora estão baseadas na produtividade da safra passada e nós consideramos isso arriscado", afirmou Andre Roth, diretor de oleaginosas do grupo à Dow Jones Newswires, observando que há previsão de seca em várias regiões do país no verão devido ao fenômeno climático La Niña. Ontem, os preços futuros da soja recuaram na bolsa de Chicago, com vendas de especuladores para realizar ganhos referentes ao pregão anterior, segundo analistas. O contrato para janeiro caiu 6 centavos de dólar, para US$ 10,3850 por bushel. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&F para a saca recuou 0,43%, para R$ 23,25.
Petróleo puxa
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta ontem, puxados pela elevação do petróleo ao longo do dia, mas fechando em baixa no final do pregão . Em Nova York, os contratos para maio encerraram a 10,34 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 11 pontos. A crescente produção de etanol não deve reduzir o superávit global de açúcar, segundo a F.O. Licht. Na Índia, a produção de etanol subirá 6,8% em 2008, para 2,35 bilhões de litros, segundo a Jubilant Organosys, a maior importadora do combustível alternativo daquele país. E o Brasil poderá gerar 15% de sua energia elétrica a partir da cana até 2015, a partir dos 3%, ajudando a aliviar uma escassez de energia já prevista, disse à Bloomberg Marcos Jank, presidente da Unica. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 23,25, segundo o Cepea/Esalq.
Movimento técnico
Os preços futuros do trigo encerraram o pregão em baixa ontem, pressionados por movimento de realização de lucro no mercado internacional. Na bolsa de Kansas, os contratos para março fecharam a US$ 8,23 o bushel, com recuo de 9,5 centavos. Em Chicago, os contratos para US$ 8,08 o bushel, com baixa de 12,50 centavos. O mercado de grãos abriu com forte alta, impulsionado pelos ganhos do petróleo durante o longo do dia. O clima frio pode ameaçar a safra de trigo do sul da Argentina e na região de La Pampa, segundo a agência Meteorlogix. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos de R$ 32,08, com ligeira baixa de 0,19%, segundo o Deral. Os moinhos estão já preocupados com a falta dos registros de exportação da Argentina.
Realização de lucro
Os preços futuros do milho fecharam em queda ontem, na bolsa de Chicago, pressionados pelo recuo do petróleo no mercado internacional. Os contratos para março encerraram a US$ 4,0125 o bushel, com baixa de 1,75 centavos. A queda reflete o movimento de realização de lucro e também a desvalorização do dólar frente às outras moedas estrangeiros, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 30,37, com alta de 1,26%, segundo o índice Cepea/Esalq. Mesmo com as recentes chuvas, o plantio do milho ainda está atrasado em relação às outras safras, de acordo com relatório do Cepea. Os produtores e indústrias do país já começam a ficar preocupados com os estoques, que estão baixos.