Novos cultivares de tomate chegam ao mercado brasileiro
Não dá para imaginar uma pizza sem ele. Ou um suculento prato de macarrão ao sugo sem a sua presença. Ou abrir mão como um incremento do acarajé. Praticamente indispensável na mesa dos brasileiros, o tomate, juntamente com batata, cebola e alface, é um dos vegetais mais consumidos no Brasil. Para atender a toda esta demanda, novas áreas de cultivo vêm surgindo para abastecer mercados locais e períodos de entressafras de regiões tradicionais.
“A inovação tecnológica e o surgimento de novos cultivares fazem o Brasil destacar-se na produção mundial de tomate”, explica a diretora-presidente da Isla Sementes, Diana Werner.
Com um crescimento acima da média mundial, frisa, o Brasil hoje é o nono maior produtor de tomate do mundo e o terceiro no ranking de produtividade, segundo dados da FAO/ONU (2003-2004). “Enquanto na Europa e EUA o crescimento foi de 30% e 45%, respectivamente, a produção brasileira quase duplicou em 20 anos”, salienta.
CLIMA FAVORECE – O lançamento de cultivares que suportam altas temperaturas, a exemplo do tomate Akrai, demonstra o interesse pelo mercado nordestino, que, aproveitando este bom momento pelo qual passa a tomaticultura nacional, está ocupando diversas áreas, principalmente na Bahia, Pernambuco e Ceará.
“Algumas regiões baianas que já possuem experiência em plantios de outras hortaliças estão aproveitando esta estrutura e percebese o surgimento crescente de plantios de tomate, como, por exemplo, na região de Irecê, tradicional no cultivo de cenoura. SEMENTES – Duas mil toneladas de sementes de feijão, milho, mamona e diversos tipos de hortaliças estão sendo plantadas em 243 municípios de 19 territórios do Estado. Os cultivares foram distribuídos para 55 mil agricultores que cultivam na safra verão 2007/2008.
A ação faz parte do Programa Semeando, desenvolvido pela Secretaria da Agricultura (Seagri), por intermédio da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf), conta com a parceria da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA).
Em Seabra, por exemplo, foram disponibilizadas ao homem do campo 261 toneladas de sementes, beneficiando 31 municípios e 6.880 famílias.
CAPACITAÇÃO – Além da entrega das sementes, o programa tem por objetivo a capacitação e especialização dos agricultores na produção de sementes e métodos alternativos para armazenamento e aumento da produtividade.
Em contrapartida, as associações beneficiadas terão que fazer um banco de sementes, ou seja, guardar para o próximo plantio.
De acordo com o secretário da Agricultura do Estado, Geraldo Simões, a distribuição das sementes mais resistentes visa ao fortalecimento da agricultura familiar na Bahia.
Para a aquisição das sementes resistentes, o governo do Estado disponibilizou R$ 7,5 milhões, por meio de licitação, que levou em consideração os quesitos qualidade, logística e preço.
AGRICULTURA FAMILIAR – A Bahia concentra o maior número de estabelecimentos rurais de base familiar do País (89% dos agricultores do Estado), superior aos índices do Brasil (85%) e do Nordeste (88%). As pequenas propriedades rurais ocupam uma área de 11,3 milhões de hectares e empregam mais de três milhões de pessoas.
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* O tomate está entre as hortaliças mais consumidas no mundo, sendo uma fonte de vitaminas A e C e de sais minerais como potássio e magnésio. É um fruto originário dos países andinos, desde o norte do Chile até a Colômbia.
Pertence à família das solanáceas, como o pimentão, o jiló, a berinjela e a batata. Os melhores meses para compra são entre julho e outubro. Os tomates se conservam bem fora da geladeira por poucos dias. O tomate cru não deve ser congelado.
Somente o molho pode receber este tratamento.