Pesca: Bahia quer atrair mais investimentos do Reino Unido

12/11/2007

Pesca: Bahia quer atrair mais investimentos do Reino Unido
 

 

Primeiro Estado brasileiro a conseguir a reprodução em cativeiro de um peixe marinho (o bijupirá), a Bahia deverá ampliar sua participação no mercado de aqüicultura nos próximos anos em função da parcerias que vem firmando com empresas. Com os olhos voltados para o potencial pouco explorado do mar da Bahia, empresários britânicos se instalaram no Estado para aproveitar a vocação natural e investir em tecnologia para desenvolvimento sustentável da aqüicultura. Hoje, empresas do Reino Unido que atuam nesse segmento na Bahia já estão produzindo em larga escala e pretendem aumentar sua participação neste mercado.

A riqueza do litoral baiano e a experiência com a reprodução da espécie marinha levou o governo britânico a promover o primeiro seminário sobre o tema no Brasil e, não à toa, escolheu Salvador para sediar o 1° Seminário BrasilReino Unido de Aqüicultura Sustentável, que começa hoje, às 9 horas, e segue até amanhã, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

O encontro, que será aberto pelo ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), Altemir Gregolin, vai discutir a expansão sustentável da aqüicultura brasileira e funcionará como um balcão para realização de negócios nesta área.

Promovido pelo Consulado Geral Britânico, em parceira com a Seap, o seminário vai reunir acadêmicos e empresários interessados em discutir alternativas de fomento da atividade e as possibilidades de investimento. Para o coordenador de incentivo à pesquisa e geração de novas tecnologias da Seap, Eric Routledge, embora o Brasil ainda não esteja muito avançado na questão, há experiências pontuais muito importantes como a da Bahia com o bijupirá.

“Ainda estamos na infância na área de aqüicultura e, por isso mesmo, é importante trocarmos experiências com especialistas de países mais avançados neste segmento como a Escócia e o País de Gales“, disse Routledge. De acordo com ele, a Bahia saiu na frente com o sucesso da experiência com o o bijupirá. “O peixe tem um grande valor de mercado e já existe parceria entre os dois governos, inclusive na Bahia”, afirmou.

O gerente comercial do Consulado Britânico, Chris Cobb, defende que o seminário será uma grande oportunidade para se estabelecer um fórum bilateral para discutir tecnologia e incrementar a sustentabilidade. “Os empresários britânicos já estão com projetos e agora vamos reunir o empresariado com as universidades porque a pesquisa é fundamental para o sucesso destes projetos”, disse. Para Routledge, os órgãos brasileiros ainda têm muito o que aprender de tecnologia e este intercâmbio deverá ser útil. “Com a liberação do uso das águas da União para criação de pescado, o setor deverá ser impulsionado.”