Balança já tem saldo de US$ 1,28 bi
>A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 535 milhões na segunda semana deste ano e, com isso, já acumula um saldo positivo de US$ 1,280 bilhão em 2006. Isso representa 59% do volume registrado em todo o mês de janeiro de 2005.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, as exportações da semana passada somaram US$ 2,068 bilhões, e as importações, US$ 1,533 bilhão.
No acumulado do ano, as vendas ao exterior alcançaram US$ 4,192 bilhões, o que representa uma média diária de US$ 419 milhões (alta de 18,3% em relação a janeiro de 2005). Quando a comparação é feita com o mês de dezembro, entretanto, observa-se uma queda. A média diária neste mês é 15,4% inferior à do mês anterior. "Pelo menos até o momento, o resultado é perfeitamente compatível com o padrão de sazonalidade das nossas exportações e, portanto, não evidencia uma queda efetiva das vendas externas", diz relatório do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial).
Entre os itens da pauta de exportação, o maior crescimento foi verificado nos produtos básicos, 50,9%. Esse desempenho deve-se à venda de mármores e granitos, petróleo em bruto, minério de ferro, carnes e soja em grão, entre outros produtos. Já as exportações de semimanufaturados cresceram 13%, impulsionadas pelas vendas de ligas de alumínio, ferro fundido e celulose.
O menor crescimento foi registrado na venda de produtos manufaturados, 4,2%. Os itens que colaboraram para esse resultado são: óleos combustíveis, tubos de ferro fundido, automóveis e pneumáticos.
Importações
No caso das compras de produtos importados, no acumulado de janeiro, elas totalizaram US$ 2,912 bilhões, ou média diária de US$ 291 milhões (avanço de 16,2% sobre janeiro do ano passado).
Mas a média diária de janeiro sofreu queda de 2,2% em relação a dezembro. "Não é um bom indicador de desempenho da economia", argumentou o Iedi.
Segundo o instituto, tradicionalmente essa variação tende a ser positiva em anos de crescimento econômico. Um exemplo disso foi visto em janeiro de 2004 ante dezembro de 2003. À época, houve uma alta de 10% na média diária de janeiro contra dezembro. Já em anos de retração da atividade econômica, a tendência é a de queda nesse período. Na passagem de 2002 para 2003, houve um declínio de 3% nesse indicador.
No rol de produtos importados, foi registrado o crescimento dos gastos com cereais e produtos de moagem (70,3%), itens farmacêuticos (53,4%) e combustíveis e lubrificantes (33,7%).
Para 2006, o mercado financeiro calcula que o superávit comercial chegue a US$ 38 bilhões. A expectativa do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, é que haja incremento das vendas externas, mas que as importações também cresçam em um ritmo mais acelerado ao longo do ano.
Em 2005, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 44,764 bilhões, um recorde histórico. As exportações também foram recorde no ano passado e chegaram a US$ 118,309 bilhões. Já as importações somaram US$ 73,545 bilhões.
Esse desempenho foi alcançado, mesmo com a cotação do dólar considerada baixa pelos exportadores, porque vários setores tiveram altas de preços no mercado internacional.