Bons ventos no agronegócio, mas é hora de reduzir custos

19/11/2007

Bons ventos no agronegócio, mas é hora de reduzir custos

 

Após três anos de turbulência, o agronegócio brasileiro, finalmente, pode vislumbrar um futuro mais promissor. É verdade que os principais problemas do setor, especialmente os relacionados a crédito, seguro e tributação, ainda aguardam solução efetiva. No entanto, temos um cenário favorável à realização de investimentos, que precisam ser feitos, para que os produtores tenham condições de aproveitar os bons ventos do mercado, reduzir custos e recuperar a rentabilidade perdida nas safras passadas.

Alguns fatores colaboram: as cotações dos grãos estão em alta, entre outros motivos em decorrência do aumento da demanda internacional. Além disso, boa parte das dívidas acumuladas nas últimas safras foram arroladas, proporcionando condições mínimas de programação de novos investimentos.

E, principalmente, os juros para financiamento agrícola foram reduzidos nas linhas oficiais e privadas. Em média, 2%, variando entre 6,75% e 9,75%.

Por tudo isso, os produtores devem aproveitar o momento favorável e melhorar a produtividade de suas lavouras, com redução dos custos operacionais. Com isso, se capitalizam, já que os juros dos financiamentos agrícolas estão muito próximos (ou até mais baixos) do que os dos rendimentos de fundos de investimentos.

É bem verdade que algumas culturas ainda não apresentam cenário claramente definido, e a tendência dos preços futuros ainda não está clara. Caso da citricultura e da cana-de-açúcar. Contudo, sempre tendo em vista o momento positivo do agronegócio brasileiro como um todo e sabendo que a atividade vive ciclos de alta e de baixa, os produtores rurais devem aproveitar para arrumar a casa, identificando gargalos que diminuem a rentabilidade.

Em termos de máquinas agrícolas, as condições são favoráveis.

Em regra, os fabricantes oferecem planos excepcionais, há tempos não vistos, como pagamento em até 24 meses e juros menores. Bom para os agricultores, que podem aproveitar os longos prazos para aplicar o capital desmobilizado (máquinas usadas) em fundos de investimentos rentáveis. Assim, conseguem reduzir ainda mais os juros e fazem caixa enquanto esperam a definição dos preços.

Além disso, ganham na lavoura, em produtividade e custos menores.Quem faz contas sabe que o óleo diesel, por exemplo, representa cerca de 30% dos custos de operação da lavoura. Portanto, trocar maquinário com garantia de fábrica, que consome menos combustível e que faz a lavoura produzir mais é, sem dúvida, uma decisão que pesa no bolso. Num momento de incertezas, nunca é fácil decidir investimentos. No entanto, é necessário, já que podem fazer toda a diferença no futuro. Cabe ao produtor decidir o melhor.