Indústrias veterinárias combatem a pirataria
As indústrias de saúde animal decidiram unir esforços para combater a venda ilegal de produtos veterinários no país. Na quinta-feira, dia 22, a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), que reúne 40 empresas do setor, lançam campanha nacional, com chancela do Ministério da Agricultura.
No primeiro ano da campanha, serão distribuídos folhetos informativos para as revendedoras de produtos veterinários e a disponibilização de um telefone para o recebimento de denúncias, que serão apuradas pelos fiscais agropecuários.
O projeto foi discutido durante 18 meses entre governo e iniciativa privada. De acordo com Walter Figueira, presidente da Alanac, não existem estatísticas sobre a venda clandestina de medicamentos veterinários, mas os casos mais comuns de produtos encontrados no mercado sem registro no Ministério da Agricultura são de itens contrabandeados ou falsificados. Também já houve casos de venda de matérias-primas por algumas indústrias diretamente para fazendeiros, sem formulação específica. "A pirataria oferece riscos para quem consome a carne e o leite, além do risco para o animal que consome esses produtos", observa Figueira.
Procurado, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), preferiu não se pronunciar sobre o tema. Segundo o Sindan, o mercado deve crescer neste ano entre 3% e 4% sobre os R$ 2,4 bilhões registrados no ano passado.