Faltam incentivos aos produtores de orgânicos no País
"Se existe uma possibilidade de o Brasil dar certo, está aqui, na tecnologia social", disse, convicto, Marcos Palmeira, durante a festa de premiação da Fundação Banco do Brasil. O ator foi mestre-de-cerimônias do evento. O discurso improvisado de Palmeira revelava sua outra paixão: a agricultura.
O ator é considerado um dos maiores produtores de orgânico do País. A fazenda Vale das Palmeiras, com 200 hectares em Teresópolis, Rio de Janeiro, já produz uma tonelada de alimentos por dia. São 25 tipos de hortaliças e laticínios. É da fazenda Palmeiras que sai o único queijo orgânico do País, garante o sócio do ator, o engenheiro agrônomo senegalês Aly Ndiaye. Os produtos são distribuídos para o supermercado Zona Sul (RJ), feiras de rua e entregues em domicílio.
Embora explore a imagem pessoal nas embalagens, Marcos diz que a estratégia é uma faca de dois gumes. "Já fui chamado de eco-chato, assim como todo mundo que defendia o meio ambiente, o que é um erro, um absurdo. São esses eco-chatos que estão fazendo alguma coisa", defende.
Palmeira diz que mantém o mesmo rigor na hora em que assume papel de consumidor. "Dou preferência para os produtos naturais e camisas feitas a partir de algodão orgânico, sem radicalismo, porque não temos mercado ainda no Brasil. Não encontramos tudo que precisamos. Falta incentivo para produtores agroecológicos".