Commodities Agrícolas

28/11/2007

Commodities Agrícolas

 

Influência externa

Os preços futuros do milho encerraram o pregão de ontem em baixa na bolsa de Chicago, influenciado pelos resultados da soja e pela fala de novidades no mercado. Os contratos para dezembro recuaram 2,50 centavos por bushel, fechando a US$ 3,8350. Já os para entrega em março fecharam a US$ 4,0075, com queda similar. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones, o milho seguiu a tendência de outros mercados, como o de petróleo e metais, que também registraram queda. Outras notícias: a África do Sul importou 39.394 toneladas de milho amarelo da Argentina, elevando as importações do país para 856.754 toneladas desde maio. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos subiu 2,74%, para R$ 33,82. 

Demanda maior
 
Os anúncios de que a trading estatal indiana PEC vai comprar um volume não-revelado de trigo com entrega para março e que importadores do Marrocos compraram 316 mil toneladas com entrega para dezembro causaram receio de que pode ocorrer baixa oferta da commodity e puxaram a alta dos preços nos mercados futuros ontem. As preocupações com as condições climáticas em algumas regiões produtoras dos EUA também impulsionaram as cotações, segundo traders ouvidos pela Dow Jones. Na bolsa de Chicago, o preço subiu 17,75 centavos de dólar, para US$ 8,5175 por bushel. Em Kansas, o avanço foi de 11,25 centavos, para US$ 8,6550. No Paraná, o preço da saca de 60 quilos caiu 0,31% e fechou negociada por R$ 29,15, segundo o Deral. 

Terras secas
 
Os contratos futuros do suco de laranja atingiram ontem o maior preço em três semanas, com especulações de que o tempo seco possa prejudicar as lavouras do Brasil e da Flórida, os maiores produtores de laranja do mundo. Pouca ou nenhuma chuva caiu nas regiões sul e central do Estado americano nas últimas duas semanas, afirmou o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA. E o mesmo deverá se repetir na próxima semana. Nas regiões produtoras do Brasil, apenas algumas garoas estão previstas. Na bolsa de Nova York, os papéis para entrega em janeiro subiram 330 pontos, para US$ 1,386 por libra-peso. No mercado doméstico, a caixa com 40,8 quilos da laranja saiu por R$ 12,31 na média paulista, segundo levantamento do Cepea/Esalq. 

Petróleo derruba

Os preços futuros da soja reverteram ontem a tendência de alta e fecharam com queda de 1,2% para entrega em janeiro na bolsa de Chicago. Segundo analistas, o resultado se deveu à queda nos custos de energia e a retomada do dólar, que diminuíram o apetite por grãos e outras commodities. "Todos os olhos estão voltados para o mercado de petróleo e isso levará a uma longa liquidação nos futuros de grãos", disse à agência Bloomberg Don Roose, presidente da U.S. Commodities, de West Des Moines, (Iowa). Os papéis para janeiro encerraram o dia a US$ 10,91 por bushel, com queda de 12,75 centavos de dólar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão subiu 1,88%, para R$ 43,94. No mês, a valorização acumulada chega a 8,92%