Ministro garante cana em lavouras formadas

04/12/2007

Ministro garante cana em lavouras formadas

 

Usineiros já estabelecidos na região da Amazônia vão poder continuar a produção sucroalcooleira, só não vão poder ampliar o cultivo a partir de junho do próximo ano, quando será lançado o zoneamento agroclimático da cana-de-açúcar, ainda em fase de elaboração. A estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é de que seis usinas estejam instaladas no Norte do País. Duas estão em construção em Roraima (em bioma de campos, segundo o ministro), uma outra foi reativada no Acre, outras duas estão no Pará e uma em Manaus (AM).

"Na minha visão, o que está lá fica lá. Mas não se pode desmatar áreas novas. Isso é lei", diz o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.

Ocupando hoje 6,5 milhões de hectares no País, a cultura da cana-de-açúcar deve se estender a 9 milhões ou 10 milhões de hectares até 2015, quando a produção de etanol irá dobrar, segundo previsão do ministério.

O zoneamento, explica o ministro, indicará onde pode haver o cultivo de cana do ponto de vista agroclimático, regiões proibidas, que devem incluir os biomas amazônico, pantaneiro, além de reservas indígenas, e as áreas onde o governo vai incentivar o desenvolvimento da cultura, tais como em pastagens degradadas.

Em reunião em São Paulo, Stephanes falou também sobre o grupo de trabalho criado para reduzir o monopólio das multinacionais de insumos agrícolas. "Sobre o antidumping do glifosato chinês, que beneficia a multinacional Monsanto, já nos posicionamos oficialmente a favor da suspensão", garante. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8)(Fabiana Batista)