Commodities Agrícolas

11/12/2007

Commodities Agrícolas


Demanda crescente 
 

O receio de que poderá faltar trigo nos próximos meses voltou a dominar as bolsas ontem, que novamente registraram alta na cotação da commodity. A Índia, segunda maior consumidora mundial de trigo, anunciou ontem que fará ofertas na próxima semana para a compra de 350 mil toneladas adicionais do produto para entrega em abril. Na bolsa de Chicago, o contrato com vencimento em março subiu 8 centavos de dólar, a US$ 9,2950 por bushel. Ao longo do dia, a cotação chegou a US$ 9,4925 o bushel, a mais elevada em mais de dois meses, segundo a Bloomberg. O preço nos mercados futuros dobrou no último ano. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 30,61, uma alta de 0,49%, de acordo com o Deral. 


Fundos impulsionam


Os preços futuros do café fecharam em alta ontem, nas bolsas internacionais, atingindo a maior cotação em um mês, impulsionados por compras de fundos no mercado. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram o dia a US$ 1,3350 a libra-peso, com elevação de 235 pontos. Em Londres, os contratos para março fecharam a US$ 1.853 a tonelada, aumento de US$ 51. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estima que o consumo global de café fique em 131,1 milhões de sacas de 60 quilos para a safra 2006/07, um aumento de 9% sobre o ciclo anterior. No Brasil, a safra de café para o ciclo 2008/09 se desenvolve bem, após um forte período de seca sobre os cafezais. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 258,20, elevação de 0,37%, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Brasil puxa alta 
 
A revisão para baixo da projeção de produção de soja no Brasil na safra 2007/08 apresentada ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deu o tom da alta da commodity nas bolsas americanas, segundo a Bloomberg. O contrato com vencimento em março encerrou com ganho de 5,50 centavos de dólar, a US$ 11,4425 por bushel. Os preços também foram impulsionados pelo renovado temor de que a falta de chuvas na Argentina estenda-se às lavouras brasileiras. Em novembro, as chuvas registraram volume abaixo da metade do normal para essa época do ano. Em algumas regiões, esse volume foi de apenas 10% em relação à média histórica. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos subiu 0,14%, a R$ 43,46, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Compras especulativas 
 
Os preços futuros do açúcar subiram ontem para o maior patamar em um mês na bolsa de Nova York. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones, o movimento se deveu a compras especulativas, na medida que os fundos entram com mais agressividade no mercado de commodities. Os papéis para entrega em março encerraram o dia cotados a 10,12 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 22 pontos. Já os para entrega em maio tiveram alta de 17 pontos, fechando a 10,36 centavos por libra-peso. "O broker de um fundo comprou de 750 a mil lotes de março", disse um operador de mercado. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 23,51, com alta de 0,21%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. No mês, o açúcar acumula valorização de 0,90%.