Planta tem várias formas de utilização
Provavelmente, o milho é a mais importante planta comercial com origem nas Américas. Há indicações de que seu plantio tenha começado no México, América Central ou sudoeste dos Estados Unidos. É uma das culturas mais antigas do mundo, havendo provas, através de escavações arqueológicas e geológicas, de que é cultivado há pelo menos 5 mil anos. Logo depois do descobrimento da América, foi levado para a Europa, onde era cultivado em jardins, até que seu valor alimentício tornou-se conhecido.
A importância econômica do milho é caracterizada pelas diversas formas de sua utilização, que vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Na realidade, o uso do milho em grão como alimentação animal representa a maior parte do consumo desse cereal, isto é, cerca de 70% no mundo. Nos Estados Unidos, cerca de 50% são destinados a esse fim, enquanto que no Brasil varia de 60% a 80%.
Apesar de não ter uma participação muito grande no uso de milho em grão, a alimentação humana, com derivados de milho, constitui fator importante de uso desse cereal em regiões com baixa renda. Em algumas situações, o milho constitui a ração diária de alimentação, por exemplo, no Nordeste do Brasil, onde é a fonte de energia para muitas pessoas que vivem no semi-árido; outro exemplo está na população mexicana, que tem no milho o ingrediente básico para sua culinária.
Embora seja versátil em seu uso, a cultura de milho tem acompanhado basicamente o crescimento da produção de suínos e aves, no Brasil e no mundo. Atualmente, a indústria de ração para pequenos animais tem se constituído em um mercado crescente para o uso desse cereal, dado o crescimento da demanda por alimento de melhor qualidade para esses animais.
Produtores vão debater os sistemas integrados
Belo Horizonte sediará, entre 27 e 31 de agosto, um evento que se tornou referência em todo o País quando se fala em pesquisa agropecuária com as culturas do milho e do sorgo. O tema central do XXVI Congresso Nacional de Milho e Sorgo é inovação para sistemas integrados de produção. A programação terá seis conferências técnicas, oito mesas-redondas sobre temas variados, nove palestras técnicas e dez painéis técnicos.
Juntamente com o congresso, acontecerão dois simpósios (um sobre o controle da lagarta-do-cartucho e outro sobre Colletotrichum em sorgo), um curso de extensão rural sobre milho e sorgo e sessões de apresentação de trabalhos técnico-científicos em forma de pôsteres. Haverá ainda um espaço para demonstração e exposição de tecnologias e produtos ligados às duas culturas-tema do congresso.
O público do evento é diverso e engloba professores e pesquisadores de áreas ligadas ao milho e ao sorgo, técnicos de empresas privadas e públicas, representantes de órgãos que fomentam a pesquisa, estudantes de diversos níveis, enfim, variados profissionais atuantes nas cadeias das duas culturas.
Durante o congresso, serão discutidas as novidades e as perspectivas para o agronegócio do milho e do sorgo no País. O congresso também é uma oportunidade para troca de informações, entre professores, pesquisadores, estudantes e técnicos, sobre o andamento de seus trabalhos e pesquisas.
A promoção do XXVI Congresso Nacional de Milho e Sorgo é da Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS) e a realização é da Embrapa Milho e Sorgo, uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O evento conta com o apoio da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).
SERVIÇO
Para mais informações: (31) 3779-1086/(31) 3779-1055.