Friboi quer abocanhar mercado chinês

11/12/2007

Friboi quer abocanhar mercado chinês


São Paulo, 9 de Dezembro de 2007 - Depois de entrar pela "porta da frente" na Europa, com a aquisição de 50% da italiana Inalca, do Grupo Cremonini, a JBS/Friboi, quer conquistar a China, que aos poucos, vem abrindo seu mercado à importação de carne bovina. Joesley Mendonça Batista, presidente mundial da JBS, diz que o país será a grande "coqueluche" da companhia em 2008 e que a expectativa é que os embarques a partir do Brasil ao gigante asiático comecem já em janeiro. "A nossa unidade de Worthington (EUA) acabou de ser aprovada para exportar para a China e, estamos em negociação para, a partir de janeiro, enviar carne brasileira, sobretudo do Acre e Rondônia, onde o nosso negócio é forte", anuncia o executivo do maior grupo frigorífico do mundo.Joesley não tem projeções de quanto o grupo exportará para a China no próximo ano. "Nossas vendas dobraram este ano para Hong Kong, que sabemos ser a porta de entrada ao mercado chinês. Mas não conseguimos fazer nenhum tipo de previsão neste momento", resume o executivo.
No entanto, independente da China, as exportações do grupo em 2008 a partir do Brasil devem crescer de 20% a 30%, superando o recorde atingido até novembro deste ano (US$ 1 bilhão). "Foi a primeira vez que um frigorífico brasileiro faturou US$ 1 bilhão com exportação. Até o final de dezembro, vamos atingir US$ 1,1 bilhão", comemora Joesley. Em 2007, o grupo deve faturar globalmente US$ 12 bilhões, dos quais US$ 4 bilhões de receita com exportação. Um incremento importante esperado pelo grupo são as exportações ao Japão pelas unidades americanas do JBS. Se de fato o mercado japonês se abrir, as exportações totais do JBS EUA dobrarão dos US$ 1 bilhão de 2007 para US$ 2 bilhões em 2008, segundo Joesley.
Já a aquisição da Inalca vai fortalecer os canais de distribuição de carne que o JBS já tinha na Europa, Rússia e África, mercados onde a empresa italiana tem forte participação, inclusive no fornecimento de hambúrgueres para redes de fast food. Mais do que mercado, Joesley avalia a compra de metade da Inalca com um marco de uma nova estratégia de aquisições da companhia, que quer se consolidar como uma empresa de alimentação.