Commodities agrícolas
Demanda aquecida
Os preços futuros da soja fecharam com forte alta na sexta-feira, mantendo o maior patamar dos últimos 34 anos, com especulação de que a demanda internacional pelo grão vai continuar aquecida, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos para março fecharam a US$ 11,75 o bushel, com alta de 9 centavos. A maior demanda por grãos deverá ser estimulada pelo aquecimento dos mercados de carne e de leite. As exportações de soja dos Estados Unidos continuam firmes. Desde setembro, os volumes de exportação cresceram 7,6%, para 19,149 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 44,04, segundo o índice Cepea/Esalq.
Fim da greve derruba
Os preços futuros do cacau fecharam em queda na sexta-feira, após confirmação do fim da greve na Costa do Marfim, principal produtor e exportador da amêndoa, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. A greve foi promovida pelos trabalhadores dos armazéns de cacau daquele país. Além do fim da greve, a libra esterlina desvalorizada sobre o dólar também tirou o suporte dos preços. Na bolsa de Nova York, os contratos de cacau para maio fecharam a US$ 2.091 a tonelada, com recuo de US$ 33. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a 1.073 libras esterlinas, com recuo de 8 libras. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou inalterado em R$ 61,50, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Compras especulativas
Com poucas notícias de relevância para impulsionar o mercado, os investidores aproveitaram a baixa registrada nos dias anteriores para realizar compras especulativas no mercado de suco de laranja concentrado, segundo a Dow Jones. A sexta-feira foi de altas. Em Nova York, os contratos com vencimento em janeiro avançaram 150 pontos, para US$ 1,4465 por libra-peso. Os papéis para março subiram 170 pontos, a US$ 1,4535 por libra-peso. Não estão previstas temperaturas baixas o suficiente para prejudicar as plantações de laranja localizadas no cinturão de produção da Flórida. No mercado interno, a caixa com 40,8 quilos vendida à indústria encerrou com alta de 0,40% na semana. Na sexta-feira, o preço encerrou a R$ 12,67, segundo o índice Cepea/Esalq.
Clima na Argentina
Os preços futuros do trigo voltaram a registrar forte alta na sexta-feira, impulsionados por notícias de que o clima seco na Argentina poderá prejudicar as lavouras daquele país, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. A Argentina é o quarto maior exportador global e o principal fornecedor para o Brasil. Na bolsa de Kansas, os contratos para março encerraram o dia a US$ 9,9925 o bushel, com alta de 16,25 centavos. Em Chicago, os contratos para março fecharam a US$ 9,7950 o bushel, com aumento de 26 centavos. O clima também preocupa os produtores do Canadá, por conta da seca, e da Austrália, por causa do excesso de chuvas. No Paraná, a cotação média da saca de 60 quilos fechou a R$ 31,59, alta de 1,8%, segundo o Deral.