Balança tem superávit de US$ 817 milhões na semana

02/02/2006

Balança tem superávit de US$ 817 milhões na semana

 

Exportações registram maior resultado do mês, com média por dia útil de US$ 464,4 milhões. Na quarta semana de janeiro, entre os dias 23 e 29, as exportações brasileiras voltaram a registrar média superior a US$ 400 milhões ao dia, totalizando US$ 2,322 bilhões, e registrando o maior volume vendido ao exterior no mês. Da mesma forma, as importações também tiveram um bom desempenho, com valor de US$ 1,505 bilhão – média superior a US$ 300 milhões ao dia. Com isto, o saldo positivo (exportação menos importação) na quarta semana ficou em US$ 817 milhões, o maior verificado nas quatro semanas de janeiro.

Com os dados divulgados ontem, a balança comercial em janeiro acumula um saldo positivo de US$ 2,566 bilhões, resultado das vendas externas em US$ 8,457 bilhões e das compras do mercado internacional em US$ 5,891 bilhões. Em relação à janeiro de 2005, as exportações apresentam alta de 19,3% e as importações de 17,7%. Os dados completos do mês serão divulgados amanhã.

O bom resultado das exportações, se comparado com as semanas anteriores, se deve, principalmente ao crescimento de 22,3% nas vendas dos manufaturados, produtos com alto valor agregado, como aviões, celulares e motores para veículos. No que diz respeito à média de janeiro de 2005, o crescimento de 19,3% foi motivado pelo aumento das três categorias de produtos, com destaque para os básicos. Com 49,5% de aumento, esta categoria de produto se destacou pelo crescimento nos embarques de petróleo em bruto, soja em grão e farelo de soja.

No caso das importações, foi registrado um crescimento de 2,9%, se comparada a quarta semana com a média das anteriores , motivado principalmente pelo aumento nos gastos com veículos automóveis, combustíveis e lubrificantes e plásticos e obras. O mesmo acontece quando se comparado com a média das exportações de janeiro de 2005. Neste caso, as compras do mercado externo apresentaram crescimento de 17,7% devido, principalmente, a gastos com siderúrgicos, farmacêuticos e combustíveis e lubrificantes.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 6)(Brasília)