Commodities Agrícolas
Frio na Flórida
As cotações do suco de laranja caíram ontem (dia 27) na bolsa de Nova York, pressionadas por vendas derivadas da expectativa que precede a temporada de baixas temperaturas na Flórida. O Estado americano reúne o segundo maior parque citrícola do mundo, atrás de São Paulo. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão negociados a US$ 1,4190, em queda de 245 pontos, ao passo que os papéis para entrega em março recuaram 265 pontos, para US$ 1,4340. Apesar da retração, as cotações seguem bem acima de sua média histórica. No Brasil, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias paulistas saiu por R$ 13,04 na média paulista, segundo levantamento realizado pelo Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias até ontem, a variação chega a 0,47%.
Clima adverso
Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, atingindo o menor patamar dos últimos três meses, pressionados pelas notícias de que as chuvas nas regiões produtoras de café do Brasil deverão beneficiar os cafezais, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,344 a libra-peso, com recuo de 185 pontos. Na Bolsa de Londres, os contratos para março encerraram o dia a US$ 1.872 a tonelada, com baixa de US$ 35. A safra 2008/09 de café no Brasil está estimada entre 45 milhões e 50 milhões de sacas. Já os produtores brasileiros acreditam em uma oferta em torno de 43 milhões de sacas. Em São Paulo, a saca de 60 quilos de boa qualidade fechou entre R$ 260 e R$ 265, segundo o Escritório Carvalhaes.
Ajustes à vista?
A expectativa de que os investidores "balanceiem" suas posições na área de commodities derrubou os preços da soja ontem (dia 27) na bolsa de Chicago. Traders ouvidos pela agência Bloomberg acreditam que esses movimentos podem esvaziar um pouco o aquecido mercado do grão e seus derivados (farelo e óleo), cujos preços subiram cerca de 80% este ano. Com tal pressão, que carregou consigo uma boa dose de realizações de lucros, os contratos com vencimento em março caíram 8 centavos de dólar, para US$ 12,3150 por bushel, ainda o maior patamar em mais de três décadas. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná fechou em alta de 0,4%, a R$ 44,71. No mês, a saca acumula valorização de 2,15%.
Argentina melhora
Os preços futuros do trigo fecharam em queda ontem (dia 27), atingindo a menor cotação das últimas oito semanas, pressionados por informações de que a produção da Argentina, quarto maior produtor mundial, deverá crescer, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Kansas, os contratos para maio fecharam a US$ 9,355 o bushel, com recuo de 29 centavos. Em Chicago, os contratos para maio encerraram a US$ 9,19 o bushel, com baixa de 24,50 centavos. A Argentina é o maior fornecedor de trigo para o Brasil. Nos últimos dias, o mercado estava atento ao clima naquele país . No mercado paranaense, a saca de 60 quilos encerrou a R$ 32,36, com aumento de 0,97%, segundo informações do Deral.