"A Bahia pode avançar na produção de etanol"
Frederico Durães | Cientista, chefe-geral da Embrapa Energia e um dos mentores de parcerias com o setor privado nacional
Os biocombustíveis – etanol e biodiesel – estão entre os mais promissores negócios do século 21, graças às pressões econômicas e sociais pela busca de energia menos poluente e de menor dependência do petróleo.
Neste contexto, o Brasil é o grande destaque, por sua tradição no setor, sua natural capacidade produtiva e, sobretudo, pela liderança tecnológica em agricultura tropical. Para Frederico Durães, chefe-geral da Unidade de Agroenergia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Energia), a Bahia pode avançar na produção de etanol de cana-de-açúcar, além de liderar a diversificação de matériasprimas para se fazer biodiesel.
“O dendê, por exemplo, tem teor energético quatro vezes superior ao da soja”, disse ele ao repórter Sílvio Ribas, da Sucursal de A TARDE em Brasília.
O cientista coordena em Brasília a construção do edifício da Embrapa Energia, que reunirá laboratórios modernos e um time de 20 especialistas. Durães também é o principal articulador de parcerias entre o governo e o capital privado para se abrirem frentes de pesquisa e de produção de biocombustíveis.