Commodities Agrícolas

03/01/2008

Commodities Agrícolas

 


É o frio

As cotações do suco de laranja encerraram a terça-feira com alta expressiva na bolsa de Nova York, sustentadas pelas previsões que sinalizam baixas temperaturas em regiões produtoras de laranja da Flórida, que reúne o segundo maior parque citrícola do mundo, atrás apenas de São Paulo. Os contratos com vencimento em janeiro subiram 370 pontos e alcançaram US$ 1,4730, ao passo que os contratos futuros para entrega em março encerraram a primeira sessão do ano negociados a US$ 1,4880, em alta de 400 pontos. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 13,05 na média paulista, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq. A alta nos últimos cinco dias é de 0,15%. 


De olho na China

A decisão da China de estabelecer taxas de exportação para suas commodities agrícolas dominou a atenção dos investidores ontem e elevou a cotação da soja para um novo patamar recorde. Para a soja, as exportações chinesas passarão a ser taxadas em 5%, em decisão que visa a garantir o abastecimento de seu mercado interno e segurar a inflação dos alimentos no país. Na bolsa de Chicago, os papéis que vencem em março avançaram 34,50 centavos de dólar, para US$ 12,4875 por bushel. Ao longo do dia, os contratos chegaram a ser negociados por US$ 12,64, uma alta de mais de 4% em relação ao fechamento de segunda-feira. No mercado interno, a saca de 60 quilos encerrou negociada por R$ 45, uma alta de 0,49%, de acordo com o índice Cepea/Esalq. 


Yuan em alta

Os contratos de milho com vencimento em maio negociados na bolsa de Chicago encerraram o dia com alta de 6,75 centavos de dólar, a US$ 4,7350 por bushel. Assim como em outras commodities agrícolas, a decisão chinesa de estabelecer taxas de exportação para os grãos foi creditada como o principal motivo do avanço, segundo traders disseram à agência Bloomberg. Pesou ainda o fato de a moeda chinesa, o yuan, ter alcançado ontem seu nível mais alto de valorização desde julho de 2005. A China vendeu ontem 34,4 mil toneladas de seus estoques de milho, de um total de 498,8 mil toneladas, como parte das medidas de contenção da inflação. No Brasil, a saca de 60 quilos teve alta de 0,14%, a R$ 32,78, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Reforço nos estoques

O Paquistão anunciou ontem que fará ofertas para a compra de 610 mil toneladas de trigo e, com isso, deve aumentar seus estoques. Reportagem do jornal "Yomiuri" informou ainda que o Japão também pretende reforçar seus estoques emergenciais. O movimento impulsionou a alta da cotação da commodity nos mercados futuros ontem. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em março atingiram a alta limite de 30 centavos de dólar, ou 3,4%, para US$ 9,15 por bushel - foi o maior avanço desde 28 de novembro. Os papéis para maio subiram 29,5 centavos de dólar, a US$ 9,2250 por bushel. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos fechou negociada por R$ 32,33, uma queda de 0,37%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).