Commodities Agrícolas

08/01/2008

Commodities Agrícolas

 


Mercado firme

Os contratos futuros do cacau encerraram o pregão de ontem em Nova York com preços firmes, em parte devido às compras de fundos mas também ao tempo seco nas regiões produtoras da Costa do Marfim, maior produtor do mundo. "Inicialmente ele foi negociado um pouco em baixa, mas rapidamente fincou pé", disse um trader à Reuters. "A falta de chuvas na Costa do Marfim explica essa alta", cravou outro broker. Os contratos para entrega em março encerraram com variação de US$ 33, para US$ 2.093 por tonelada. Já os papéis para maio fecharam com alta de US$ 25, para US$ 1.119 por tonelada. No mercado doméstico, o preço médio da arroba ficou em R$ 62,00, ante os R$ 60,50 registrados na sexta, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau. 


Produção global


A produção global de café deverá ficar em 123,4 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2007/08, recuo de 8,9% sobre o ciclo anterior (135,5 milhões), segundo informações da consultoria alemã F.O. Licht à agência Dow Jones. A demanda mundial é estimada em 125,2 milhões de sacas, alta de 2,3% sobre a safra 2006/07. Ainda segundo a consultoria, os estoques finais estão previstos em 30,3 milhões para 2007/08, baixa de 20,2% em relação aos 38,2 milhões de sacas no ciclo anterior. Ontem, os preços futuros do café fecharam em queda em Nova York. Os contratos para maio encerraram o dia a US$ 1,3405 a libra-peso, com recuo de 125 pontos. Em Londres, os contratos para março fecharam a US$ 1.951 a tonelada, alta de US$ 5. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 261,63, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Dia de volatilidade


A volatilidade voltou a marcar a negociação dos contratos futuros de suco de laranja concentrado na bolsa de Nova York ontem. O pregão chegou a abrir com altas, sob a expectativa de que os preços recuperassem parte das perdas da última semana, mas a falta de fundamentos para sustentar o avanço levou a uma nova liquidação de papéis, disseram traders à agência Dow Jones Newswires. Baixas verificadas em outras commodities agrícolas também tiveram influência nesse mercado. Em Nova York, os contratos para março caíram 165 pontos, a US$ 1,3590 por libra-peso, a menor cotação desde 26 de novembro passado. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja destinada às indústrias de suco saiu, na média, por R$ 13,12, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Oferta indiana


A produção de açúcar da Índia, segundo maior produtor mundial da commodity, recuou 18% nos primeiros dois meses da safra 2007/08, que teve início em outubro, após os agricultores dos maiores Estados produtores daquele país terem adiado o esmagamento da cana, informou a agência Bloomberg. A produção daquele país caiu para 6 milhões de toneladas de outubro a dezembro do ano passado, a partir das 7,34 milhões de toneladas do mesmo período de 2006, segundo dados preliminares da Federação das Cooperativas de Açúcar da Índia. Ontem, os preços do açúcar na bolsa de Nova York recuaram. Os contratos para maio fecharam a 11,68 centavos de dólar por libra-peso, alta de 8 pontos. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 24,34, segundo o índice Cepea/Esalq.