Commodities Agrícolas

10/01/2008

Commodities Agrícolas

 


Fundos vendem


As vendas volumosas de fundos derrubaram o trigo no mercado internacional. Na bolsa de Chicago, os papéis para março recuaram 18 centavos e fecharam a US$ 8,895 por bushel, o menor patamar desde 31 de dezembro, enquanto os para maio fecharam a US$ 9,0250, queda de 18 centavos. Em Kansas, que comercializa o trigo dos EUA de melhor qualidade, os contratos de março recuaram 20,25 centavos de dólar, para US$ 8,89 por bushel, enquanto os contratos para maio fecharam a US$ 9,015, com queda de 19 centavos. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones, os resultados se devem ao reposicionamento dos fundos de índice (index funds), que venderam trigo, soja e farelo de soja. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou em R$ 32,89, segundo o Deral. 


Pouco estímulo


 
A falta de fundamentos técnicos para sustentar as altas e a baixa perspectiva de frio intenso nas lavouras de laranja da Flórida levaram à liquidação de papéis, derrubando os preços de suco de laranja concentrado ontem nos mercados futuros, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram a US$ 1,3350 por libra-peso, queda de 325 pontos. Essa é a cotação mais baixa desde 20 de novembro, quando a commodity desceu a US$ 1,3180 por libra-peso. Os investidores também aguardam a divulgação do levantamento de safra pelo Departamento de Agricultura americano, que ocorrerá amanhã. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos foi negociada a R$ 13,32, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Realização de lucros


Em dia de volatilidade pronunciada, os contratos futuros de milho chegaram a atingir o patamar mais elevado desde junho de 1996 na bolsa de Chicago, mas acabaram fechando em queda. O volume de negociação foi baixo em comparação com o registrado nos últimos dias, já que os investidores aguardam a divulgação, amanhã, dos números de safra apurados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Sob esse cenário, o movimento de realização de lucros pressionou as cotações. Em Chicago, os papéis com vencimento em maio recuaram 1 centavo de dólar, para US$ 4,89 por bushel. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos ficou em R$ 32,78, uma alta de 0,05%, de acordo com o índice Cepea/Esalq. No mês, o preço da saca acumula alta de 0,16%. 


Mercado inquieto


Os preços futuros da soja encerraram em queda na bolsa de Chicago, um dia após forte alta no pregão. Os contratos para entrega em janeiro recuaram 7,5 centavos de dólar, para US$ 12,49 por bushel, enquanto os para entrega em março encerraram com queda de 4,5 centavos, para US$ 12,62. "O mercado internacional de soja tem operado em altas recordes, mas as preocupações com as tentativas da China de controlar inflação doméstica, as perspectivas de clima bom na Argentina e as incertezas com os relatórios de safra esperados para sexta-feira [amanhã] deixaram o mercado inquieto", disse Don Roose, da U.S. Commodities, em Iowa. Já no mercado interno, a saca de 60 quilos da soja fechou o dia cotada a R$ 46,04 , com variação positiva de 0,85%, segundo o indicador Cepea/Esalq.