Commodities Agrícolas
Estoques apertados
As projeções sobre safra e estoques divulgados na sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) continuaram a balizar o andamento dos mercados futuros de commodities agrícolas. Ontem, em Chicago, os contratos de milho com vencimento em março fecharam com alta de 17 centavos de dólar, ou 3,4%, no novo patamar recorde de US$ 5,12 por bushel. Os papéis para maio avançaram 18 centavos de dólar, a US$ 5,2425 por bushel. Na sexta-feira, o USDA reduziu em 7,73 milhões de toneladas, para 101,33 milhões de toneladas, sua projeção para os estoques finais globais de milho na safra 2007/08. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos caiu 1,05%, para R$ 32,19, de acordo com o índice Cepea/Esalq.
Sem direção
A realização de lucros pelos investidores determinou a baixa do preço da soja ontem nos mercados futuros, segundo traders ouvidos pela Dow Jones Newswires. Sem tendência definida, a commodity chegou a registrar alta. O avanço do preço do milho potencializa o movimento dos agricultores americanos de plantio da milho em detrimento da soja, movimento que justificou a alta do preço durante parte do dia. Em Chicago, os contratos que vencem em março encerraram com baixa de 2,25 centavos de dólar, a US$ 12,9650 por bushel. Os papéis para julho, por outro lado, subiram 1,50 centavo de dólar, a US$ 13,20 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou negociada por R$ 46,61, alta de 0,32%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Menor área nos EUA
Os preços futuros do trigo fecharam em alta ontem, nas bolsas americanas, estimulados pela disposição dos produtores americanos em investir nas lavouras de milho, soja e algodão em detrimento do cereal, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio encerraram o dia a US$ 9,34 o bushel, com aumento de 13 centavos. Na bolsa de Kansas, os contratos para maio fecharam a US$ 9,47 o bushel, com elevação de 13 centavos. Parte dos produtores de trigo americanos cogita reduzir a área para o trigo de primavera para investir em culturas mais atrativas. No mercado paranaense, a cotação média da saca de 60 quilos do trigo encerrou o dia a R$ 33,53, com aumento de 0,21%, de acordo com o Deral.
Forte alta em NY
Os preços futuros do algodão registraram forte alta ontem, atingido a maior cotação dos últimos quatro anos em Nova York, puxados pelos grãos. Analistas ouvidos pela Bloomberg informaram que a desvalorização do dólar também aumenta a atratividade da fibra como proteção contra a inflação. O dólar ampliou três semanas de queda devido às especulações de que as taxas de juros americanas recuarão para um patamar inferior ao praticado pelos 15 países que têm o euro como moeda pela primeira vez em três anos. Os EUA são os maiores exportadores mundiais de algodão e os segundos maiores produtores da pluma, atrás apenas da China. Em Nova York, os contratos para maio encerraram a 73,04 por libra-peso, com alta de 140 pontos. Em São Paulo, o algodão fechou a 1,3815 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq.