Programa baiano vai ampliar o uso das fibras curtas do sisal

16/01/2008

Programa baiano vai ampliar o uso das fibras curtas do sisal

 

Um novo programa de plantio e uso do sisal na Bahia está sendo articulado entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e o Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais do Estado da Bahia (Sindfibras).

De acordo com o secretário de CT&I da Bahia, Ildes Ferreira, o programa será realizado a partir de fibras curtas de sisal, que ainda não são utilizadas em larga na Bahia.

"A partir dessa fibra, serão produzidos compósitos com grande potencial de substituir peças plásticas em diversas atividades industriais, além de insulina e cogenina, usadas na indústria de medicamentos", explica Ferreira.

Numa reunião, realizada anteontem, na Secti, representantes das instituições definiram algumas linhas prioritárias que conduzirão a iniciativa.

Novas tecnologias

– Outra novidade acordada será a transferência de tecnologia para que seja produzido na Bahia um destilado à base de sisal de origem africana. "Em contrapartida, vamos fornecer novas tecnologias para o cultivo e desfibramento do sisal", relata o secretário.

Em relação ao sisal de fibra longa, o plantio da fibra curta representa um ganho de produtividade quatro vezes maior, o que também amplia a possibilidade de exportação dos produtos.

Ainda de acordo com o secretário, o programa poderá envolver a Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf) da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), além de organizações representativas da agricultura familiar do estado da Bahia.

Uma das metas do programa é o plantio de 20 mil hectares de sisal em até cinco anos, gerando de 80 a 100 mil empregos diretos.