EBDA presta assistência técnica a apicultores do semi-árido baiano
Contando com a assistência técnica da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) os agricultores familiares da comunidade de Salina da Brinca, no município de Casa Nova, iniciaram este mês a primeira das seis colheitas de mel previstas para este ano.
Os apicultores estão organizados numa associação composta por 19 criadores e dispõem de mais de 400 caixas de abelha. A EBDA, órgão vinculado a Secretaria da Agricultura (Seagri), está responsável por cursos, capacitações para as atividades de apicultura e o acompanhamento dos apiários. O objetivo é realizar visitas técnicas regulares, garantindo a produtividade de mais de duas toneladas de mel, em plena época de estiagem, na região.
Para o técnico da empresa, Carlos Ubiratan Sampaio, que há mais de três anos vem prestando assistência técnica à Associação de Apicultores de Salina da Brinca, os bons resultados obtidos por estes apicultores tem por principal fator, o manejo correto dos apiários. “O conhecimento do comportamento das inter-relações do bioma caatinga (planta-abelha-ambiente) tem oferecido aos apicultores, as condições para cuidar das caixas de maneira adequada para o aumento da produção”, afirmou Carlos Ubiratan.
Outro fator destacado pelo técnico é a garantia da comercialização de quase toda o produto. A maior parte do mel será vendida para a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e o restante será destinado para empresas privadas e colégios estaduais de municípios vizinhos, a exemplo de Petrolina, em Pernambuco.
Segundo o apicultor Ivo Castro, 56 anos, a razão para esta elevada produção de mel, nesta época do ano, deve-se ao fato da área produtiva de Salina da Brinca está localizada numa região onde a caatinga oferece flores em abundância para a alimentação das abelhas, e o conhecimento adquirido com os técnicos de como produzir mais e com qualidade.
“Estamos muito entusiasmados, pois os apicultores de outras regiões e de outros municípios estão tendo que alimentar as suas abelhas devido à seca, enquanto nós estamos em plena colheita” enfatizou Castro.A estimativa é de que, a cada dois meses, sejam feitas novas colheitas, com produção total estimada em mais de 12 toneladas/ano.
EBDA/Assimp, 15/01/2008.
Manuela Soares - 3116.1803