Commodities Agrícolas
Compras técnicas
Um movimento de compras técnicas garantiu a valorização das cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Tais compras vieram depois da baixa de preços decorrente da liquidação de contratos por parte de quem acreditava que o inverno seria mais rigoroso do que foi até agora com os pomares de laranja da Flórida. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em março encerraram o pregão a US$ 1,3850 por libra-peso, em alta de 450 pontos, enquanto os papéis para entrega em maio subiram 440 pontos e atingiram US$ 1,4010. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 13,40 na média paulista, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias, há alta de 0,22%.
Frio nos EUA
A perspectiva de queda na temperatura nas lavouras americanas de trigo puxou a alta do preço da commodity ontem. Nos próximos dias 18 e 19, a temperatura deve cai a 18 graus Celsius negativos, segundo a Meteorlogix LLC, o que pode afetar a produção na região mais ao leste do meio-oeste dos Estados Unidos. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em março subiram 15 centavos de dólar, ou 1,6%, a US$ 9,32 por bushel, e os papéis para maio avançaram 11 centavos de dólar, a US$ 9,45 por bushel. Em Kansas, os contratos para maio fecharam a US$ 9,6575 por bushel com o avanço de 18,75 centavos de dólar. No mercado paranaense, o preço da saca de 60 quilos subiu 0,69%, para R$ 33,76, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
Plantio americano
Os preços futuros da soja negociados em Chicago encerraram em alta ontem em meio a operações de "bear spreading" (rolagem de posições) e informações de que o mercado continua a lutar por hectares a mais para milho e trigo, disseram analistas. Além disso, as estimativas de queda na produção de soja na safra 2007/08 no Brasil pressionaram a alta dos preços. Em entrevista à Dow Jones Newswires, um analista da consultoria Céleres afirmou que os produtores do Sul do país plantaram mais milho, o que reduziu a área de soja. Março ganhou 5 centavos e fechou a US$ 13,0150 por bushel, e maio subiu 5,5 centavos, para US$ 13,1975. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná ficou em R$ 46,73, alta de 0,26%.
Queda em dia calmo
Realizações de lucros na fase final da sessão de ontem determinaram a queda das cotações do milho na bolsa de Chicago, relatou a agência Dow Jones Newswires. O volume de negócios, contudo, foi pequeno. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 5,09 por bushel, em queda de 3 centavos de dólar; já os futuros para dezembro recuaram 1,50 centavos de dólar, para US$ 5,29 por bushel. Na falta de notícias frescas relacionadas aos fundamentos do mercado, o elevado patamar de negociações provocou a realização de lucros. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos negociada no Paraná subiu para R$ 23,01, em média, de acordo com pesquisa do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado.