Bahia encerra o ano de 2007 com recorde nas exportações

17/01/2008

Bahia encerra o ano de 2007 com recorde nas exportações

 

A Bahia encerrou o ano de 2007 batendo recorde histórico em suas exportações. As vendas externas alcançaram US$ 7,4 bilhões, 9,4% a mais que no ano de 2006.

Já as importações alcançaram US$ 5,4 bilhões, com crescimento de 21,4% em relação ao ano anterior.

Com esse resultado, a Bahia alcança uma corrente de comércio histórica (somas das exportações e das importações) de US$ 12,8 bilhões, 14,2% a mais que em 2006 e um saldo comercial de US$ 2,0 bilhões.

Os dados foram divulgados ontem pelo Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo), vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM).

De acordo com o Secretário, Rafael Amoedo, o recorde alcançado pelas exportações baianas foi influenciado pelos preços em alta de commodities, sobretudo as do setor agrícola, pelo cenário internacional favorável, com a expansão da economia e do comércio mundial, e pelo dinamismo e maior conteúdo tecnológico das vendas baianas, principalmente para o mercado latino-americano.

O superintendente do Promo, Ricardo Saback, acrescenta que também influenciaram o aumento das exportações em 2007 a expansão de novos segmentos competitivos na pauta de exportações.

Este é o caso do setor de pneumáticos, com crescimento recorde de 225% e vendas de US$ 224 milhões, fruto dos investimentos que vem sendo realizados no estado.

Outro fator foi o aumento da capacidade de produção de empreendimentos já consolidados, como o de papel e celulose, o de mineração, petroquímico e alimentício, resultado do ambiente macroeconômico favorável ao crescimento da economia e da reestruturação e diversificação produtiva que atravessa a economia baiana.

De acordo com o secretário, o estado hoje tem a liderança na fabricação de pneus em todo o Brasil, fruto dos recentes investimentos industriais que tem contribuído para a diversificação da pauta de exportação. As fábricas baianas da Continental, da Bridgestone e da Pirelli respondem juntas por 55% da produção nacional.