Adab inicia atividades para revitalização do algodão no sudoeste baiano

18/01/2008

Adab inicia atividades para revitalização do algodão no sudoeste baiano

 

Termina no próximo sábado (20), data-limite para o plantio do algodão de sequeiro a ser cultivado na safra 2007/2008, conforme estabelece a portaria estadual 174/04. O objetivo é combater as principais doenças e pragas do algodão, tais como o bicudo, pulgões, ácaros, ramulose, fusariose, virose, dentre outros. O algodão é cultivado nas regiões Oeste e Sudoeste do estado, nessa última, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) está intensificando suas ações visando beneficiar cerca dos 700 agricultores familiares que participam do Programa de Revitalização da Cotonicultura do Vale do Iuiú.
“A atividade marca o início ações da Adab dentro do programa. A região do vale do Iuiú foi acometido pelo ataque do bicudo do algodão na década de 80, o que gerou sérios prejuízos para a região”, afirma o diretor geral da Adab, Altair Santana. A região foi a maior produção de algodão do estado, hoje concentrada no Oeste, chegando a plantar 330 mil hectares/ano, mais do que se planta atualmente.
Dentre as estratégias da defesa agropecuária do Estado para a revitalização, destacam-se a intensificação da fiscalização do processo de plantio e arranquio de soqueiras e incentivo para criação de novas tecnologias de combate à praga do bicudo do algodão, a exemplo do “tubo mata bicudo”, que consiste numa nova ferramenta de controle da praga. A Adab também fará a certificação dos produtores contemplados pelo Programa do Algodão da Bahia (Proalba).
Está previsto ainda, o aumento do número de armadilhas de feromônio para monitoramento da praga na região. Atualmente, existem cerca de 274 armadilhas georeferenciadas para a captura dos insetos, localizadas nos municípios de Guanambi, Palmas de Monte Alto, Iuiu, Malhada, Igaporã, Candiba, Pindaí, e Urandi. A partir dos dados coletados destas armadilhas, a Adab tem conhecimento da população de bicudo na região.
Em breve a Adab dará início a orientação dos produtores na utilização correta de defensivos agrícolas e uso dos equipamentos de proteção individual para o manuseio de agrotóxicos. Como parte do Projeto Campo Limpo, desenvolvido pela Adab em parceria com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) os agricultores serão orientados quanto a importância da realização da tríplice lavagem dos vasilhames e devolução de embalagens vazias de agrotóxicos, que na região acontecerá nos postos de recolhimento do projeto localizados em Palmas e Monte Alto.
 “É necessário que todos produtores estejam conscientes da importância de se combater o bicudo nas plantações do algodoeiro, para que a cotonicultura de base familiar consiga ter competitividade nos mercados locais e nacionais” concluiu Santana.
A Bahia é o segundo maior estado produtor de algodão, atrás apenas do Mato Grosso, maior produtor nacional. Cerca de 90% da produção concentra-se na região Oeste do Estado. Nos dois últimos anos foi verificado um crescimento de 13% na exportação de algodão e fibras têxteis vegetais produzidos na Bahia.


Ascom/Adab- 15/01/08
Mariana Bião
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