Curtas

22/01/2008

Curtas

 


Trigo em pauta

O Ministério da Agricultura vai avaliar a proposta apresentada ontem pelos representantes do setor produtivo de trigo para aumentar a produção nacional do produto e melhorar o preço do cereal. O setor pediu ontem a elevação de 25% do preço mínimo do trigo tipo 1, hoje fixado em R$ 400 por tonelada. O ministro Reinhold Stephanes afirmou que o pedido da cadeia será avaliado pela equipe técnica do Mapa, antes de ser encaminhado ao Ministério da Fazenda. Os produtores querem ainda envolver os moinhos neste processo. O setor produtivo quer que as indústrias comprem uma quantidade do produto ao preço mínimo sugerido pelos produtores, em R$ 500 por tonelada. Os produtores pediram uma linha de crédito de R$ 1,2 bilhão a R$ 1,5 bilhão para o custeio da safra, a ser implantada em 2008, bem como algumas medidas que visam ampliar a área de plantio do trigo no Brasil, de 1,8 milhão para 2 milhões de hectares. 


Investimento da Pif Paf

A Pif Paf Alimentos está investindo R$ 260 milhões no complexo agroindustrial que constrói em Palmeiras de Goiás e Paraúna, em Goiás. O projeto prevê abate de 150 mil aves por dia para produção de alimentos. Concluído, o complexo ampliará em 42% o volume de produção assim como o faturamento. Segundo a Pif Paf, o projeto preserva a flora e a fauna, com ênfase nas matas ciliares e nascentes. Entre as medidas para garantir sustentabilidade está o reaproveitamento de subprodutos na adubação orgânica e na produção de farinha e óleo. Os agentes poluidores serão neutralizados através de células de compostagens, filtros, sistema lavador de gases, tanque flotador e lagoas anaeróbias impermeabilizadas. Será feita coleta e aproveitamento da água de chuva, e os matrizeiros usarão aquecedores solares. 


Exportação de couro

As exportações brasileiras de couros alcançaram US$ 2,19 bilhões em 2007, 17% de aumento sobre os US$ 1,87 bilhão do ano anterior, segundo dados do Secex compilados pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). Segundo o presidente da entidade, Luiz Bittencourt, o desempenho reflete a estratégia da indústria de focar em mercados de maior valor agregado, como os setores automotivo e de móveis. Os embarques de peças de maior valor agregado (semi-acabado e acabado) representaram mais que 67% do total exportado, contra 64% em 2006. O saldo da balança comercial do setor foi de US$ 2 bilhões, em 2007, 17% acima do ano anterior.