Bahia busca formas para reduzir déficit no mercado
A Bahia produz 920 milhões de litros de leite por ano, mas o consumo interno chega a quase 1,5 bilhão de litros, o que obriga o mercado a importar, para estabilizar o abastecimento. Este déficit entre produção e consumo levou a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) a criar o Plano de Ações Integradas para Reestruturação da Cadeia do Leite, com apoio dos produtores e indústrias de laticínios.
Na semana passada, a Faeb reuniu representantes do setor da agroindústria e mostrou o Projeto de Assistência Gerencial Tecnológica (Agetec), voltado para propriedades leiteiras integradas ao plano de ações. Essas propriedades receberão assistência técnica rural e gerencial, diagnóstico, cálculo de custos e projeto de planejamento.
Na opinião do representante da empresa Vale Dourado, Antônio Roberto Ferreira, na região de Itapetinga, o Agetec pode acabar com um dos principais problemas da indústria: a sazonalidade da produção. “A proposta prevê a garantia de leite na entressafra (abril a setembro), o que asseguraria o abastecimento para indústria e mais renda para o produtor”, afirma Ferreira. A Vale Dourado processa, diariamente, 300 mil litros de leite. Quando falta o produto na Bahia, a empresa tem recorrer a outros Estados, como Minas Gerais e Sergipe.
De acordo com dados da Secretaria de Agricultura do Estado, a Bahia tem um rebanho bovino leiteiro de 2,3 milhões de cabeças. As principais bacias leiteiras estão no extremo sul, (17,2%), Piemonte do Paraguaçu (8,3%), Vitória da Conquista (8,2%) e agreste de Alagoinhas e litoral norte (7,8%).