Commodities Agrícolas

31/01/2008

Commodities Agrícolas

 


Forte queda em NY

Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam com forte queda na bolsa de Nova York. Segundo brokers ouvidos pela agência Dow Jones, o movimento se deveu a vendas especulativas. Não houve nenhum fato novo para explicar o recuo e analistas citam a queda na demanda por suco e a grande oferta na Flórida como fator limitador de preços. Depois de ganhar 375 pontos no pregão de terça-feira, os contratos para março recuaram 640 pontos e encerraram a US$ 1,3550 por libra-peso - o menor preço em uma semana. "Vimos grandes liquidações de papéis e pouco volume", disse o analista-sênior Boyd Cruel, da Alaron Trading, em Chicago. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja foi negociada a R$ 13,72, segundo o Cepea/Esalq. 


Influência argentina

A decisão argentina de suspender as restrições às exportações de trigo pesou sobre o preço da commodity ontem, que fechou em queda. A Argentina, quarta maior exportadora mundial de trigo, resolveu suspender suas vendas para o exterior em novembro para priorizar o abastecimento do mercado interno e, com isso, conter a pressão inflacionária. A queda dos contratos com vencimento em maio na bolsa de Chicago foi de 23 centavos de dólar, para US$ 9,39 por bushel. Em Kansas, os papéis para maio fecharam a US$ 9,78 por bushel com o recuo de 24,25 centavos de dólar. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos encerrou negociada, na média, por R$ 34,86, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral). Em relação a terça-feira, a alta foi de 0,40%. 


Fundamentos mantidos

Ainda sem notícias de grande relevância sobre os fundamentos do mercado de soja, o preço futuro da oleaginosa avançou sob o reforço, pelos investidores, das posições compradas. Parte dos investidores preferiu aguardar a decisão de ontem do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre a nova taxa básica de juros dos Estados Unidos. As chuvas registradas em áreas produtoras do Brasil ainda não preocupam, segundo analistas. Em Chicago, os contratos com vencimento em março subiram 9 centavos de dólar, para US$ 12,7575 por bushel. Os papéis para maio avançaram 8,50 centavos de dólar, a US$ 12,94 o bushel. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos avançou 0,11%, para R$ 46,39, de acordo com o índice Cepea/Esalq. 


Safra recorde

A trading Comexim prevê uma produção de 49,5 milhões de sacas de 60 quilos de café para o Brasil na safra 2008/09, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Na safra 2007/08, a produção ficou em 36 milhões de sacas, ante os 33,7 milhões estimados pela Conab. Os estoques nas mãos dos produtores, indústrias, cooperativas e governo estavam em 19,7 milhões de sacas até o dia 1º de janeiro, segundo a a trading. Ontem, os preços internacionais do grão fecharam em alta. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,3915 a libra-peso, alta de 285 pontos. Em Londres, os contratos para março encerraram o dia a US$ 2.100 a tonelada, com aumento de US$ 29. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do café fechou ontem a R$ 271,65, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.