Aumento de preços alavanca resultados globais da Bunge
Impulsionada por fortes crescimentos na demanda e nos preços internacionais de grãos e fertilizantes, a multinacional Bunge, com sede em Nova York, encerrou 2007 com resultados recordes. Segundo balanço divulgado ontem (dia 7), as vendas líquidas globais da empresa alcançaram US$ 44,8 bilhões, 71% mais que em 2006, e seu lucro cresceu 49% na comparação, para US$ 778 milhões.
De acordo com os números apresentados, houve incrementos significativos na maior parte dos resultados apurados em todas as áreas de atuação da empresa. E, segundo o CEO Alberto Weisser, a boa fase deve continuar em 2008.
Na divisão que inclui as operações de compra e venda de grãos do conglomerado, por exemplo, as vendas líquidas registraram aumento de 79%, para US$ 33,9 bilhões, e o lucro operacional subiu 447%, para US$ 624 milhões.
Nesta frente, a Bunge realçou a performance dos negócios nas Américas do Sul e do Norte, com destaque para a estratégia de gerenciamento de riscos adotada particularmente no quarto trimestre, quando a volatilidade dos mercados se acentuou.
Na divisão que abriga as operações de fertilizantes, as vendas líquidas atingiram US$ 3,9 bilhões no ano passado, 52% acima de 2006, e o lucro operacional foi 156% maior (US$ 517 milhões).
Conforme informou a companhia em comunicado, colaborou para o desempenho verificado na área de fertilizantes o aumento de margens decorrente da alta dos preços internacionais.
A divisão de óleos comestíveis da multinacional, por sua vez, viu suas vendas líquidas crescerem 48% em 2007, para US$ 5,6 bilhões, mas houve um prejuízo operacional de US$ 10 milhões.
Neste segmento, pesou o aumento de custos. Segundo a companhia, o problema foi inclusive amplificado pelos investimentos realizados para expandir operações na Ásia e na Europa.
Entre eles, a Bunge ressaltou aportes realizados para ganhar terreno na China e para fortalecer posições nas Américas e na Europa. Investimentos em outras áreas, como a compra de uma usinas de açúcar e álcool no Brasil e o estabelecimento de uma joint venture para produzir adubo no Marrocos, também foram mencionados.
Na divisão que engloba farinhas e gorduras, ancorada pelas operações de trigo, as vendas líquidas registraram incremento de 41%, para US$ 1,4 bilhão. Já o lucro operacional foi de US$ 31 milhões, 55% menor. A empresa também reclamou de alta de custos no ramo.