Bahia consolida status de zona livre da praga sigatoka-negra
A agricultura de base familiar será a maior beneficiada pela Instrução Normativa 02, do Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento (Mapa), publicada este mês e que estabelece a Bahia como zona livre da sigatoka-negra por tempo indeterminado.
O novo status concedido pelo Mapa é resultado de auditorias nas principais regiões produtoras da fruta na Bahia, onde nenhum sintoma da doença foi constatado. Cerca de 60% dos produtores são pequenos agricultores.
"Com essa medida, o trânsito de bananeiras e frutos produzidos no estado estará livre para qualquer parte do país, inclusive poderá auxiliar na introdução da exportação da banana produzida na Bahia para mercados internacionais exigentes do ponto de vista sanitário", disse o diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Altair Santana.
A Bahia é o maior produtor de banana do país, com 1,25 milhão de toneladas cultivadas em 84,7 mil hectares
Prevenção – Dentre as principais estratégias utilizadas pela Adab, está a realização de cursos e seminários para conscientização dos produtores quanto à praga, bem como a fiscalização da entrada de frutos e materiais de transporte procedentes de estados com presença da doença.
Essas ações fazem parte do Programa de Prevenção à Sigatoka-negra, executado pela agência.
Segundo a legislação estadual vigente, é proibida a entrada de banana na Bahia originária do Amazonas, Acre, Rondônia, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
No ano de 2007, foram apreendidas pela Adab cerca de 30 toneladas da fruta sem permissão de trânsito para a Bahia.