Morte de peixes sem explicação
A mortandade de peixes no criadouro particular do Sítio Maria Imaculada de Jesus, localizado no distrito de Boca da Mata, em Candeias, a 46 km de Salvador, assusta o proprietário Antenor Lemos, 66 anos. Desde domingo (10), cerca de 300 kg de tambaquis foram enterrados na propriedade e mais peixes mortos serão retirados da água.A primeira suspeita pela causa da morte dos animais foi a tubulação da Petrobras que passa pelo terreno. A falta de oxigenação do local e o acúmulo de material orgânico, no entanto, podem ser a causa do problema, que será definida após análise do Centro de Recursos Ambientais (CRA), ainda sem data.Manchas na água na manhã do domingo foram o primeiro sinal de que algo não ia bem com o local onde Lemos pesca tilápias, traíras, piabas e camarões há cerca de 15 anos. “Quando voltei à tarde, eles estavam mortos”, disse.O proprietário, residente em Salvador, afirma que a criação não possui uso comercial. “Faço isso como distração, esporte com a família”, completa.
SUSPEITA – Em nota enviada pela assessoria, a Petrobras afirma que uma equipe compareceu no local ontem, “nas instalações de produção dos poços CX-68 e CX-51, localizados em Candeias, e não constatou nenhuma anormalidade operacional nos equipamentos da empresa”.A Petrobras também coletou amostras de água para análise, mas não sabe quando o resultado será divulgado. Em visita ao local, outra hipótese foi levantada por engenheiros e biólogos da Vigilância Sanitária e da Secretaria de Meio Ambiente de Candeias.Segundo eles o local não permite a oxigenação da água.
“Aqui tem acúmulo de material orgânico das árvores frutíferas ao redor do viveiro. Isso pode ter causado a formação de substâncias maléficas aos animais”, explicou o engenheiro sanitarista e ambiental Osmário Souza.A primeira amostra foi encaminhada ao Laboratório Lacen, vinculado à Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Mas, segundo a assessoria de imprensa do órgão, o material chegou em estado de putrefação e será levado ao Centro de Recursos Ambientais (CRA). A assessoria do CRA afirmou que até o final da tarde de ontem não havia recebido solicitação para analisar o material pela Secretaria de Meio Ambiente de Candeias. O órgão, por sua vez, informou que o engenheiro responsável não estava no local e não havia como localizá-lo.