Commodities Agrícolas
Rolagem de posições
Os preços futuros do açúcar fecharam em queda ontem, pressionados por movimentos de rolagens de posição, segundo Alexandre de Oliveira, operador da corretora de commodities Newedge. Em Nova York, os contratos maio fecharam a 12,85 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 24 pontos. "A queda não está relacionada aos fundamentos de mercado. Os países produtores também estão quietos", afirmou Oliveira. Na bolsa de Londres, os contratos para maio encerraram a US$ 348 a tonelada, com recuo de US$ 8,30. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg afirmaram que a queda do petróleo pode retrair a demanda por combustíveis alternativos. No mercado paulista, a saca de 50 quilo fechou a R$ 26,07, segundo o índice Cepea/Esalq.
Vendas especulativas
Os preços futuros da soja fecharam em queda ontem, pressionados por vendas especulativas no mercado. A forte baixa dos preços do trigo também tiraram suporte das cotações dos grãos em geral, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio fecharam a US$ 13,3850 o bushel, com recuo de 7 centavos. Analistas afirmam que não há fundamentos novos para dar sustentação aos preços no mercado. A produção de soja na Argentina, terceiro maior exportador global, poderá ser menor nesta safra por conta da falta de chuvas em algumas regiões produtoras. A expectativa é de que haja chuvas naquele país por conta do efeito da La Niña. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 47,46, segundo o índice Cepea/Esalq.
Fundos compram
O cacau negociado em Londres fechou ontem em alta pelo 11º pregão consecutivo, a seqüência mais dilatada de avanços do preço da commodity nas últimas duas décadas. Os fundos compraram contratos com mais vigor para se antecipar a possíveis problemas de oferta da amêndoa pela Costa do Marfim, maior produtor mundial, que enfrenta chuvas em excesso em parte das plantações localizadas no sul do país. Em Londres, a alta de 12 libras esterlinas levou os papéis com vencimento em maio a 1.283 libras por tonelada, o maior valor desde maio de 2003. Em Nova York, os contratos para maio subiram US$ 37, a US$ 2.455 por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio por arroba subiu de R$ 65,50 para R$ 69,60, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Influência do trigo
O preço futuro do milho fechou ontem em baixa em Chicago em virtude de vendas técnicas, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. A influência do forte do declínio da cotação do trigo, que encerrou o dia em limite de baixa, também ajudou a empurrar para baixo o preço do milho, segundo as análises. John Kleist, da Kleist Ag Consulting, disse à agência que parte dos investidores tem decidido liquidar contratos mais longos de trigo e milho. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho com vencimento em maio recuaram 5,75 centavos de dólar, para US$ 5,11 por bushel. No mercado paranaense, o preço da saca de 60 quilos encerrou com alta de 0,61%, a R$ 21,29, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).