Ferrugem asiática antecipa planejamento na agricultura

15/02/2008

Ferrugem asiática antecipa planejamento na agricultura

 

O aparecimento dos focos de ferrugem asiática no Oeste da Bahia fez com que as autoridades da área de defesa sanitária vegetal da Secretaria Estadual da Agricultura apressassem o anúncio do planejamento das ações para 2008. “Desde a safra de 2002 que estamos combatendo os focos da praga, exercendo um controle intensivo em toda região Oeste do Estado”, segundo o diretor da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Cássio Peixoto.Entre as novas ações previstas estão a ampliação do número de laboratórios, com a instalação de unidades nos municípios de Barreiras, Correntina, Luís Eduardo Magalhães e São Desidério; a criação de um comitê de estudos da praga, com a participação do Ministério da Agricultura, associações de produtores e representantes de indústrias de equipamentos agrícolas e assistência técnica; emissão de alerta fitossanitário e a implantação de um vazio sanitário nas lavouras de soja, ação que estabelecerá uma interrupção do cultivo do grão noperíodo que vai de 15 de agosto a 15 de outubro deste ano.

ALERTA — A confirmação de dois focos de Ferrugem Asiática nas lavouras de soja no cerrado da Bahia deixou em alerta produtores da região que nesta safra plantaram 935 mil hectares da leguminosa. Apesar do atraso na temporada de chuvas, o que já comprometeu a produtividade do milho nesta safra, a soja ainda não foi atingida e a estimativa é de uma produção de 2,5 milhões toneladas do grão.Os focos foram identificados por técnicos do programa de Ferrugem Asiática na localidade de Bela Vista, município de Luís Eduardo Magalhães, próximo à fronteira com o Tocantins. AmbosAmbos foram confirmados no laboratório SOS Soja Bayer, em Luís Eduardo Magalhães, em folhas de soja no estágio R2 (florescimento) e no Minilab Basf, em Barreiras, em folhas no estágio R4 (formação de vagens).A chuva que vem se mantendo regular nas últimas semanas forma o ambiente ideal de umidade e temperatura para os fungos se desenvolverem, segundo a engenheira agrônoma Euires Oliveira de Araújo. Responsável por um dos laboratórios da região, ela diz que recebe em média por dia 50 amostras de folha de soja “o que demonstra a preocupação dos sojicultores com a doença”, acredita.As duas ocorrências de ferrugem asiática em lavouras de soja em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, merecem atenção, mas não são motivo de alerta.Para o Ministério da Agricultura, a praga que chegou ao País em 2001 veio para ficar, mas há recursos técnicos para controlála permanentemente e de forma plenamente eficaz.“Se o produtor tomar as medidas necessárias, de aplicações corretas de fungicidas, o prejuízo da colheita pode ser inferior a 5%. Por outro lado, se descuidar, pode perder tudo”, disse o fiscal agropecuário André Peralta, da Divisão de Prevenção e Controle de Pragas do ministério.