Commodities Agrícolas
Fundos compram
Os fundos de commodities foram fortes compradores ontem no mercado de algodão, que fechou em alta pela primeira vez na semana. Os avanços foram expressivos. Os contratos com vencimento em março atingiram o limite de alta de 300 pontos em Nova York e encerraram negociados por 69,91 centavos de dólar por libra-peso. Os papéis para maio subiram 207 pontos, a 70,71 centavos de dólar por libra-peso. As compras ocorreram na esteira das altas das commodities negociadas em Chicago, como soja, milho e trigo, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o algodão fechou em queda de 0,6%, a R$ 1,3919 por libra-peso, de acordo com o índice Cepea/Esalq. No mês, a baixa acumulada é de 1,68%.
Clima na Indonésia
Os problemas climáticos nas áreas dedicadas ao cacau na Indonésia, terceiro maior produtor mundial da amêndoa, impulsionaram nova alta da commodity ontem em Nova York - o cacau subiu em 14 das últimas 16 sessões e acumula alta superior a 22% neste ano. A entrada mais forte de hedge funds e outros especuladores foi outro fator a sustentar o avanço. Os contratos com vencimento em maio avançaram US$ 33 em Nova York, para US$ 2.488 por tonelada. Em Londres, o ganho de 13 libras esterlinas levou os papéis que vencem em maio a 1.307 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, a saca foi negociada, na média, por R$ 71,16 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau. No dia anterior, a arroba encerrou negociada por R$ 69,60.
Oferta apertada
Os preços futuros do café fecharam com forte aumento ontem (dia 14), nas bolsas internacionais, atingindo a maior alta de uma década, impulsionados por notícias de oferta apertada no Brasil, maior produtor e exportador mundial, e desvalorização do dólar sobre o real, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,5520 a libra-peso, com elevação de 305 pontos. Analistas afirmam que a produção mundial de café deverá ser equilibrada com a demanda, o que tem dado suporte às cotações do grão no mercado internacional. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 288,44, com alta de 2,27%, segundo o índice Cepea/Esalq. A colheita no Brasil começa no próximo mês.
Frio na China
Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta ontem (dia 14), nas bolsas internacionais, impulsionados por notícias de que as temperaturas frias na China podem prejudicar a safra de cana daquele país, o terceiro maior produtor mundial de cana. Uma forte tempestade de neve atingiu 21 províncias chinesas, prejudicando as lavouras locais, informou a Bloomberg. Em Nova York, os contratos para maio encerraram a 13,63 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 37 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 365,50 a tonelada, com elevação de US$ 9,50. No mercado paulista, a saca de 50 quilos de açúcar encerrou a R$ 26,11, alta de 0,42%, segundo o índice Cepea/Esalq. Segundo o Cepea, a remuneração do açúcar se igualou ao do álcool.