Mercado é abastecido pela pré-frita de Ibicoara
Fabiano Borré, da Fazenda Progresso, revelou que, no Brasil, é comum a produção de apenas três variedades de batatas: a ágata, monalisa e mondial, todas utilizadas apenas para o cozimento. O mercado baiano não tem ainda potencial em comercializar batata para fritura, uma vez que este tipo de cultura é mais caro e tem uma produção menor.
“A batata para fritar tem que ser mais consistente e com menos água, ela produz menos que as outras variedades para cozimento, por isso poucas fazendas estão cultivando as variedades específicas para fritura”, frisou.
Na fazenda Progresso, além das três variedades comuns no Brasil, eles estão cultivando também a vivaldi, que é importada e sua produção ainda está em teste. A responsável por cerca de 70% da produção da empresa é a variedade ágata, que é mais resistente e de fácil cultivo. Em 2006, a Bahia representou 5,8% da produção nacional, que foi de aproximadamente 3.125 mil toneladas em todo o ano, com área cultivada de cerca de 140 mil hectares, o que deixa os produtores otimistas, já que as pesquisas mostram que o consumo de batata in natura vem diminuído no Brasil.
“Acredito que deve ser pelo crescimento dos produtos industrializados”, diz Fabiano Borré.
PRÉFRITA – No Brasil, só existem duas fábricas de batata pré-frita, uma delas está instalada na Chapada Diamantina, mais precisamente no povoado de Cascavel, em Ibicoara.
A Hortus Agroindustrial, que começou a funcionar em agosto de 2007, é responsável pela fabricação de batata pré-frita abastecendo todo o mercado nacional, principalmente a região Nordeste, e já conta com grandes marcas como clientes. De acordo com Márcia Vitiello, uma das responsáveis pela fábrica, a escolha da região para a implantação da fábrica se deu pela facilidade de acesso à matéria-prima, além da melhor localização para o escoamento dos produtos.
A fábrica também produz especialidades do tubérculo como purê e creme de batata. Com uma produção de cerca de 400 toneladas ao mês, consegue gerar 58 empregos diretos. “A região é rica na produção de batata e nada mais justo que implantarmos uma fábrica de pré-frita e especialidades deste tubérculo, já que a matéria-prima está mais próxima, além de facilitar o abastecimento de uma das regiões mais fortes que é o Nordeste”, frisou Márcia.
Na mesma área funciona a KNT Agroindústria, que fabrica e frita batata chips e palha. A empresa representa grandes clientes, a exemplo de Bompreço e Carrefour. A unidade abastece o Nordeste e está em fase de teste para fabricar tomate seco. (A.R.)