Commodities Agrícolas
Dólar impulsiona
Os preços futuros do algodão fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York, estimulados pela desvalorização do dólar em relação a outras moedas, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a 71,80 centavos de dólar por libra-peso, com elevação de 140 pontos. A queda da moeda americana impulsionou a demanda por commodities em geral. O forte aumento das cotações dos grãos nas bolsas americanas também ajudou a dar suporte aos preços da pluma. A expectativa é de que o aumento da área plantada para trigo e soja nos EUA reduza o plantio em 12% de algodão naquele país. Se confirmado será a menor área desde 1983. Em São Paulo, o algodão fechou a R$ 1,3749 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.
Estoques engordam
Os estoques mundiais de açúcar vão crescer 17% no final da safra 2007/08, segundo a consultoria alemã F.O. Licht, informou a agência Bloomberg. O aumento da produção elevará a relação estoque/demanda para 54,8% nesta temporada que se encerra em setembro, o equivalente a 197 dias de consumo de açúcar, disse Stefan Uhlenbrock, analista da consultoria. A Índia, segundo maior produtor mundial, terá 36% dos estoques mundiais. Ontem, os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta nas bolsas internacionais. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a 14,11 centavos de dólar por libra-peso, alta de 34 pontos. Em Londres, os contratos para agosto encerraram a US$ 385,30 a tonelada, aumento de US$ 3,10. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 26,05, segundo o Cepea/Esalq.
Libra pressiona
Os preços futuros do cacau fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, pressionados pela desvalorização da libra esterlina no mercado, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na semana passada, as cotações da amêndoa chegaram a atingir a maior alta dos últimos 24 anos. Analistas ouvidos pela Bloomberg informaram que vendas de fundos e especuladores ajudaram a tirar o suporte das cotações. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram a US$ 2.508 a tonelada, com recuo de US$ 18. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a 1.295 libras esterlinas, com baixa de 3 libras. Em Ilhéus e Itabuna, as cotações médias da arroba do cacau encerraram a R$ 70, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Exportação brasileira
As exportações brasileiras de suco de laranja concentrado e congelado ficaram em 115.225 toneladas em janeiro, 7,6% mais que em dezembro, segundo informou a Dow Jones Newswires, a partir de dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus). A União Européia importou 75.116 toneladas do total, um aumento de 50,4%. Em 2007, os embarques do país ficaram em torno de 1,4 milhão de toneladas. O Brasil é o maior exportador mundial de suco de laranja. Ontem, os preços futuros do suco de laranja fecharam inalterados na bolsa de Nova York, com os contratos de maio negociados a US$ 1,2495 a libra-peso. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias saiu por R$ 13,75, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq