Commodities Agrícolas
Pico em 18 meses
Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta na quinta-feira, atingindo o maior patamar dos últimos 18 meses, devido a especulações de que a disparada dos preços dos combustíveis aumentará a demanda por commodities como forma de proteção contra a inflação nos EUA, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. "A força e a direção do mercado estão sendo geradas pelos investidores de longo prazo e pelo frisson relativo à inflação das commodities", disse James Cassidy, da corretora Newedge, de Nova York. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a 14,42 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 32 pontos. Em Londres, os contratos para agosto encerraram a US$ 388,50 a tonelada, elevação de US$ 6,70. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 26,35, segundo o Cepea/Esalq.
Estoques magros
Os preços futuros do trigo fecharam em alta na quinta-feira, nas bolsas americanas, após especulações de que o tempo seco nas principais regiões produtoras dos EUA poderá reduzir ainda mais os estoques globais, atingindo os menores patamares dos últimos 30 anos, segundo a Bloomberg. A produção global deverá subir cerca de 8%, para 655 milhões de toneladas. A estiagem, contudo, ainda ameaça as lavouras da Índia, segundo maior consumidor global. As chuvas que caíram no Paquistão e na Índia não foram suficientes para reduzir os estragos da seca. Em Kansas, os contratos para maio fecharam a US$ 10,8675 o bushel, alta de 11,75 centavos. Em Chicago, os de maio encerraram a US$ 10,4550 o bushel, elevação de 12 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 35,38, segundo o Deral.
Mercado
As cotações do suco de laranja encerraram a quinta-feira em alta na bolsa de Nova York, sustentadas pela continuidade de um movimento de compras observado na quarta-feira e pela valorização de outras commodities, inclusive não-agrícolas, no mercado internacional. Os contratos com vencimento em março subiram 370 pontos e atingiram US$ 1,2835 por libra-peso, ao passo que os futuros para entrega em maio fecharam a US$ 1,3040, em alta de 335 pontos. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires realçaram que não houve novidades relevantes ligadas aos chamados fundamentos (oferta e demanda, basicamente). No país, a caixa de 40,8 quilos da fruta vendida às indústrias de suco saiu por R$ 12,67 na média paulista, segundo o Cepea/Esalq.
Novo recorde
Os preços futuros da soja bateram novo recorde na quinta-feira, na bolsa de Chicago, após notícias de que a China, maior consumidor global de óleos vegetais, poderá aumentar suas importações para conter a inflação dos alimentos naquele país. Em Chicago, os contratos para maio fecharam a US$ 14,2475 o bushel, com alta de 7,75 centavos. As importações de óleos vegetais da China podem mais do que dobrar este mês, segundo informações de fontes do Centro Nacional de Grãos e Óleo da China, à agência Bloomberg. A inflação chinesa disparou em janeiro depois que uma tempestade de neve comprometeu várias as lavouras daquele país. No mercado doméstico, o índice Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos da soja negociada no Paraná caiu 0,25%, para R$ 47,58.