EBDA capacita cotonicultores no Vale do Iuiú
Capacitar técnicos e presidentes de associações envolvidas no Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cotonicultura, na região do Vale do Iuiú, é o objetivo do Encontro de Produtores de Algodão do Vale. A iniciativa é da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), órgão vinculado a Secretaria da Agricultura (Seagri), em parceria com a Embrapa Algodão, Sebrae e Abapa.
O evento, que começa hoje (26), no Centro Comunitário Betânia, em Guanambi, com duração de dois dias, contará palestras abordando temas como: Organização social dos agricultores familiares na cultura do algodão; Associativismo e empreendedorismo para o mercado; Aspectos econômicos da colheita; Comercialização do algodão; e Utilização de miniaturas miniusinas de beneficiamento. No segundo dia, no distrito de Ubiraçaba, município de Brumado, o grupo visitará uma unidade de beneficiamento (miniusina), com módulo de agricultura familiar.
Para o diretor de Agricultura da EBDA, Hugo Pereira, o encontro, previsto no Programa da Cotonicultura, vai beneficiar técnicos e cotonicultores nas diversas etapas de produção da cultura do algodão. “A intenção é orientá-los sobre a organização da produção, beneficiamento e comercialização do produto, além de estimulá-los ao associativismo e cooperativismo, e na aplicação de tecnologias desenvolvidas para a sustentabilidade do agronegócio do algodão”, comentou o diretor.
O programa, que envolve 700 agricultores familiares de 08 municípios das regiões Sudoeste e Médio São Francisco do Estado da Bahia (Iuiú, Malhada, Palmas de Monte Alto, Guanambí, Pindaí, Urandí, Brumado e Livramento de Nossa Senhora), teve início em 2007.
Depois de cumpridas as etapas de subsolagem e distribuição dos Kits de produção, foram plantados 2,1 mil hectares de área, prevista no projeto. Atualmente, os técnicos da EBDA estão prestando assistência técnica aos produtores, fazendo acompanhamento sistemático às áreas plantadas, além de treinamentos e cursos.
Para apoiar o programa, foram instaladas Unidades de Experimentação visando possibilitar aos agricultores as tecnologias preconizadas pela pesquisa. “Nem sempre o pequeno produtor tem acesso às tecnologias; com as UED’s, eles vão ter acesso às inovações tecnológicas sobre a cultura, e discutirão propostas de aperfeiçoamento do processo produtivo, próprias para atender às suas necessidades”, enfatizou Hugo Pereira.
EBDA/Assimp, 25/02/2008.