Commodities Agrícolas

27/02/2008

Commodities Agrícolas

 

Preço atraente


 
Os preços futuros do açúcar negociados no mercado internacional atingiram o maior patamar em mais de 18 meses, com a forte atuação de investidores que consideraram o produto mais barato em relação a outras commodities agrícolas, que estão batendo recordes nesta semana. "Há uma postura por parte dos especuladores de que o mercado do açúcar, dado o valor de outras commodities, ainda está com bom preço e atrativo", disse à agência Bloomberg o estrategista de futuros Stephen Platt, da Archer Financial Services, em Chicago. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio subiram 32 pontos e fecharam o dia cotado US$ 14,54 por libra-peso. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos ficou em R$ 26,54, com alta de 0,87%, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Dia de cautela


 
O movimento de realização de lucros foi o principal responsável pela queda dos preços futuros do milho ontem, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Ao contrário de outras commodities, que conseguiram se recuperar ao longo do dia, no milho, os investidores, com a aproximação do fim do mês, preferiram manter uma posição mais cautelosa, de acordo com os analistas. A tendência foi mantida ao longo dos negócios em virtude da falta de novas notícias sobre os fundamentos desse mercado. Em Chicago, os contratos com vencimento em maio caíram 3 centavos de dólar, para US$ 5,44 por bushel. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos avançou 0,2%, para R$ 27,69, de acordo com o índice Cepea/Esalq. Em fevereiro, a baixa acumulada é de 2,51%. 


Falta de chuvas


 
Os preços futuros do cacau atingiram ontem em Londres o patamar mais elevado em quase cinco anos sob o temor de que problemas climáticos nos principais países produtores possam deteriorar o resultado da colheita e a qualidade da amêndoa. Gana e Costa do Marfim - que, juntos, respondem por 70% do abastecimento mundial - têm tido tempo seco e mais quente que o normal em regiões produtoras. Em Londres, os contratos para maio subiram 14 libras esterlinas, para 1.344 libras por tonelada, cotação que não era registrada desde abril de 2003. Em Nova York, a alta dos papéis para maio foi de US$ 28, a US$ 2.632 por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba subiu apenas R$ 0,10, a R$ 70,60, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC). 


Realização de lucros


 
As altas recentes, que alimentaram a demanda de especuladores pelos contratos de café e levaram a cotação da commodity para o maior nível em dez anos, perderam força ontem em um movimento de realização de lucros. Os preços tiveram a queda mais acentuada em mais de um mês. Na segunda-feira, os futuros de café bateram em US$ 1,6635, maior patamar desde fevereiro de 1998. Em Nova York, os contratos de arábica com vencimento em maio recuaram 370 pontos, para US$ 1,6030 por libra-peso. Em Londres, os papéis de café robusta para maio declinaram US$ 37, a US$ 2.545 por tonelada. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos encerrou com declínio de 2,25%, para R$ 288,34, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a alta é de 6,43%.