País quer ampliar venda de vinhos finos
Na expectativa de ganhar novos espaços no mercado internacional de vinho, o Brasil vai concentrar esforços na divulgação do produto de melhor qualidade. O Instituto Brasileiro de Vinhos (Ibravin) prevê um incremento do 30% das exportações neste ano. A instituição deposita sua esperança nos resultados a serem alcançados com projeto Wines From Brazil, uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Desde 2003, as exportações quintuplicaram. Saltaram de US$ 772 mil para US$ 4 milhões, em 200. As empresas que participaram do projeto foram responsáveis por quase 60% das exportações do setor.
A estratégia é agregar valor às marcas brasileiras para estar presente em mercados como o japonês, que em 2006 importou US$ 1,25 bilhão só em vinhos, segundo a Apex-Brasil. E é justamente o Japão que o setor está focando como potencial comprador do vinho fino brasileiro em 2008.
"Trata-se de um país exigente que negocia de uma forma lenta. Esperamos fazer um segundo contato com importadores japoneses na Foodex deste ano", diz Carlos Eduardo Corrêa Nogueira, diretor de relações internacionais da Miolo Wine Groups. A Foodex ocorre entre os dias 11 e 14 de março, em Chiba, Japão. Ela é a maior feira de alimentos da Ásia, e reúne empresas de diversos países.
Safra com boa qualidade
Para este ano, com o clima mais seco em virtude do fenômeno La Niña, os vitivinicultores gaúchos têm a seu favor uma boa safra. "O clima é semelhante ao de 2005 quando conseguimos manter os parreirais por mais tempo. Assim, aumentamos a maturação das uvas", explica Carlos Paviani, diretor executivo do Ibravin, se referindo ao processo em que os frutos acumulam mais açúcares que após a colheita são fermentados, gerando o álcool. A expectativa é de que sejam colhidos 570 milhões de quilos. Desse total, cerca de 14% é destinado a fabricação de vinhos.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Roberto Tenório)