Commodities Agrícolas

06/03/2008

Commodities Agrícolas

 


Receio com inflação
 

O movimento dos investidores de compra de contratos de commodities agrícolas como uma ferramenta de proteção contra a inflação puxou a alta do preço do milho ontem nos mercados futuros. Segundo analistas, o temor com a inflação tem crescido especialmente por causa das altas sucessivas do preço do petróleo. Na bolsa de Chicago, os papéis de milho com vencimento em maio avançaram 15,50 centavos de dólar, para US$ 5,70 por bushel. Durante o dia, o contrato chegou a subir 3,6%, para o patamar recorde de US$ 5,7425 o bushel. O aumento da demanda pelo milho puxou a alta de 33% do grão no último ano. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos de milho fechou em baixa de 0,78%, a R$ 28,52, de acordo com o índice Cepea/Esalq. 

Recessão ameaça

Os preços futuros do café caíram ontem pelo segundo pregão consecutivo na bolsa americana, pressionados por especulações de que a desaceleração na economia dos Estados Unidos possa reduzir a demanda internacional por commodities agrícolas. "Algumas pessoas estão temerosas de que a recessão impacte as commodities e acreditam que seja a hora de realizar lucros", disse Rodrigo Costa, vice-presidente de vendas institucionais do Newedge USA LLC, em Nova York. Os contratos para entrega em maio recuaram 115 pontos, na bolsa de Nova York, e encerraram o dia cotados a US$ 1,639 por libra-peso. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do café ficou em R$ 283, queda de 1,44%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula queda de 2,92% 

Área reduzida nos EUA

Os preços futuros do algodão fecharam em alta ontem, atingindo o maior patamar dos últimos 12 anos, após notícias de que os americanos devem reduzir mesmo a área para algodão, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Em 2008, os produtores de algodão devem ocupar 3,8 milhões de hectares, a menor área dos últimos 25 anos, para investirem em culturas mais rentáveis, como soja e trigo, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O dólar voltou a ter forte recuo em relação ao euro, o que ajudou a sustentar as commodities. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a 89,28 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 42 pontos. Em São Paulo, o algodão R$ 1,4226 a libra-peso, alta de 1,65%, segundo índice Cepea/Esalq. 

Falta de chuvas
 
O clima seco em algumas regiões produtoras de trigo em Kansas, Oklahoma e Texas pode afetar a produção do trigo americana de inverno, o que puxou a alta do preço da commodity. Segundo informações do Departamento de Agricultura americano (USDA), divulgadas na segunda-feira, cerca de 42% das lavouras de trigo do Kansas estavam em condições boas ou excelentes até 28 de fevereiro, em contraste com os 64% de 2007. Em Chicago, os contratos para maio subiram 17,50 centavos de dólar, a US$ 11,05 o bushel. Em Kansas, a alta foi de 14,75 centavos de dólar, a US$ 11,7475 por bushel. No Paraná, o preço da saca de 60 quilos fechou em alta de 0,56%, para R$ 37,45, na média, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).