Reunião avalia andamento de acordo entre Estado e movimentos sociais

11/03/2008

Reunião avalia andamento de acordo entre Estado e movimentos sociais

 

Em reunião realizada na tarde de hoje (10) na Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) com a participação dos secretários da Agricultura, Geraldo Simões, e Luiz Alberto (Sepromi) e lideranças dos movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e dos Trabalhadores Assentados e Acampados do Estado da Bahia (Ceta), foi feita uma avaliação do andamento do acordo firmado entre o Governo do Estado e os movimentos sociais em abril passado. Os secretários informaram aos representantes dos trabalhadores as medidas que já foram tomadas e o que falta para que os demais itens sejam atendidos.

Um novo encontro foi marcado para amanhã (11), às 9h, no mesmo local, desta vez com a presença dos secretários Edmon Lucas (Sedir) e Afonso Florence (Sedur), além de Simões e Luiz Alberto. Nessa reunião, serão definidos os prazos para a construção e a reforma das oito mil casas de assentados da reforma agrária na Bahia previstas no acordo. A disposição do Governo do Estado é estabelecer, já amanhã, junto com as lideranças dos trabalhadores, um cronograma de obras, tendo em vista que os demais itens já estão em fase final de execução.

Os dois movimentos reuniram cerca de mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, no pátio da Seagri desde as primeiras horas da manhã. A intenção foi pressionar o Governo a acelerar o cumprimento dos itens acordados. A maior parte da pauta de reivindicações já está com convênios firmados e contratos assinados, além de ter os recursos assegurados. A execução de obras, no entanto, ainda depende de definição de projetos e especificações técnicas.

Para Lúcia Barbosa, diretora nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que participou do encontro, a expectativa dos assentados é muito grande. “Entendemos as dificuldades do Governo do Estado no cumprimento de alguns itens do acordo, contudo temos um povo ansioso, esperando por respostas. Tudo o que queremos é ajustar as nossas demandas”, disse.

Para o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, a manifestação é legítima, tendo em vista a relação de cooperação entre os movimentos sociais e o Governo da Bahia. “Muitos itens da pauta foram atendidos ou estão em andamento. Existem algumas dificuldades, em virtude da complexidade da pauta e de ser a primeira vez que o Estado se propõe a fazer esse tipo de acordo”, explicou.

Entre os itens já atendidos pelo Estado, estão a distribuição de 2,5 mil toneladas de sementes para as famílias assentadas, 2.176 ligações domiciliares de energia elétrica concluídas e outras 5.647 em execução, contratação de técnicos agrícolas para a realização de atividades de medição de terrenos e assistência técnica ao produtor e a realização, em dezembro passado, no Jardim dos Namorados, em Salvador, da Feira da Agricultura Familiar.

Dentre os convênios já assinados e em fase de implantação estão o que prevê a recuperação de quatro centros de formação e a construção de outros três; a construção sete galpões (o acordo inclui mais dois galpões, que dependem da entrega de documentos pelos movimentos), além da reforma e construção das casas, para o que o Estado já depositou na Caixa Econômica Federal R$8 milhões, como contrapartida.

Ascom/Seagri – 10.03.08
Manuela Matos