Commodities Agrícolas
Dólar impulsiona
Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta na quinta-feira, impulsionados pela queda do dólar em relação a outras moedas estrangeiras e também com o aumento dos custos da energia. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg afirmam que o álcool combustível torna-se uma alternativa mais barata. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho fecharam a 13,87 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 40 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para agosto encerraram a US$ 369,60 a tonelada, com alta de US$ 6,40. O Brasil não aumentará o mix de produção de cana para produzir mais açúcar, afirmou Marcos Jank, presidente da Unica, em Bruxelas. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 27,18, segundo o índice Cepea/Esalq.
Libra valorizada
Os preços futuros do cacau atingiram na quinta-feira a maior alta desde 1980, impulsionados pela valorização da libra esterlina., segundo analistas ouvidos pela Bloomberg A greve dos trabalhadores em armazéns de cacau na Costa do Marfim, maior produtor global da amêndoa, também ajudou a dar suporte às cotações da commodity. A paralisação por reajustes salariais começou no dia 10 e não tem data para terminar. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 2.922 a tonelada, com aumento de US$ 149. Em Londres, os contratos para julho encerraram a 1.517 libras esterlinas a tonelada, com alta de 55 libras. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou a R$ 73,50, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Tudo bem na Flórida
Os preços futuros do suco de laranja fecharam com forte queda na quinta-feira, atingindo o menor patamar dos últimos dois anos, com notícias de que as condições favoráveis de lavoura na Flórida, segundo maior produtor mundial, poderão melhorar a produtividade dos pomares, segundo a Bloomberg. A incidência de chuvas está normal nas regiões produtoras, segundo a National Weather Service. Em Nova York, os contratos para julho encerraram a US$ 1,2190 a libra-peso, com recuo de 665 pontos. Os armazéns de suco da Flórida estão com estoques 26% maior que no mesmo período do ano passado, segundo informações do Departamento de Citrus daquele Estado. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja às indústrias saiu por a R$ 9,73, segundo o Cepea/Esalq.
Queda nas exportações
Os contratos futuros do trigo registraram ontem a maior queda do mês depois que o governo americano informou que as exportações do país recuaram 51% na semana passada. Segundo o USDA, foram embarcadas 210,1 mil toneladas frente às 431,9 mil toneladas da semana anterior. "A menos que ocorra um desastre, vai ter trigo em todo o mundo", disse à Bloomberg Tomm Pfitzenmaier, do Summit Commodity Brokerage, em Iowa. Em Chicago, os papéis para maio caíram 38,5 centavos de dólar, ou 3%, para US$ 12,44 por bushel. A queda interrompeu o rally de três pregões nos quais o trigo ganhou 16%. No mercado interno, a saca de 60 quilos encerrou o dia, na média, a R$ 39,16, alta de 1,53%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).