Governo fará uma nova lista para a UE

14/03/2008

Governo fará uma nova lista para a UE

 

O Ministério da Agricultura iniciará, a partir de 7 de abril, auditorias internas para a montagem de uma nova lista de fazendas aptas a exportar carne bovina para a União Européia. Um contingente de 80 a 100 fiscais federais e estaduais sairá a campo para inspecionar os procedimentos necessários ao credenciamentos das novas propriedades. A missão veterinária da UE encerrou na quinta-feira a inspeção de 18 dias em 27 fazendas listadas na primeira relação apresentada pelo governo brasileiro. 

"Vamos fazer uma reciclagem dos auditores à luz das exigências e da metodologia da União Européia, que foi algo inédito para todos", afirmou o secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Inácio Kroetz. O governo buscará, segundo ele, "uniformização e harmonização" dos procedimentos aliando a teoria e a prática dos fiscais em campo. "Isso vai naturalmente gerar as novas listas", informou. Na semana entre os dias 31 de março e 4 de abril, os auditores serão treinados em salas de aula. Depois, entre 7 e 11 de abril, passarão pelo teste prático. 

A nova lista será submetida às autoridades sanitárias da UE assim que contiver um "volume suficiente" para garantir matéria-prima aos frigoríficos habilitados a vender o produto a clientes do bloco comercial. A primeira relação, que começou com 2.681 propriedades, foi reduzida a 683, caiu a 150 e, finalmente, chegou a apenas 106 fazendas, sofreu restrições ao longo do processo de auditoria dos europeus. Onze fazendas acabaram retiradas da lista por "não-conformidades" ou relação com propriedades onde falhas foram encontradas. No fim, sobraram somente 95 propriedades aprovadas. 

A finalização da nova relação dependerá apenas do volume de fazendas aprovadas, disse Inácio Kroetz. "Não há limitação de número da fazendas, mas falta de propriedades 'conformes' para apresentar aos europeus. O mercado está aberto, mas falta matéria-prima", avaliou. As auditorias brasileiras tentarão "aproximar" as certificadoras das exigências da UE. "Elas deixaram a desejar", afirmou Kroetz.