Estado inaugura unidades para beneficiar castanhas na região de Cícero Dantas

14/03/2008

Estado inaugura unidades para beneficiar castanhas na região de Cícero Dantas

 

Três fábricas de beneficiamento de castanha de caju serão inauguradas amanhã (14) pelo Governo do Estado. As unidades, localizadas em Banzaê, Olindina e no município-sede do evento, Cícero Dantas, vão beneficiar cerca de três mil produtores familiares baianos.  Elas têm capacidade de processar cerca de três toneladas de castanhas por dia. Com o beneficiamento, estima-se que o produtor tenha um incremento de renda de 30% a 50%.

O governador Jaques Wagner, acompanhado do secretário da Agricultura, Geraldo Simões, anunciará as ações de incentivo à cajucultura no início da tarde na Lagoa Vermelha, quilômetro 30 da BR-110, em Cícero Dantas. Dentre as ações, estão a ampliação do serviço de assistência técnica e a distribuição, neste ano, de 100 mil mudas do cajueiro-anão (espécie com alto nível de produtividade), bem como a articulação da comercialização da
produção.

“Através da produção e distribuição de mudas do fruto e da realização de campanhas de incentivo e beneficiamento, vamos desenvolver o cultivo de caju junto aos agricultores familiares e suas organizações – valorizando o produto e melhorando a renda da familia”, declarou o superintendente da Agricultura Familiar da Seagri, Ailton Florêncio.

O quilo in natura da castanha é vendido pelo agricultor familiar por R$0,80 a R$1,00; mas, ao serem processadas pela fábrica, esse retorno aumenta de 30% a 50%. A iniciativa faz parte do programa amplo da Seagri de diversificação e verticalização da produção – o Sertão Produtivo. Suas ações de incentivo à fruticultura têm por meta o benefício de 15 mil famílias.

Potencial

A produção baiana de caju situa-se em torno de 20 mil toneladas anuais, sendo que 90% está concentrada na região nordeste do estado. Os municípios de Jeremoabo, Ribeira do Pombal e Alagoinhas despontam como importantes áreas produtoras de castanha de caju, com produção anual de mil, oito mil e 2,5 mil toneladas, respectivamente.

“Apesar de reunir características edafoclimáticas favoráveis para a cultura, a produção ainda é pouco expressiva, dispersa em áreas que podem ser projetadas em 70 mil hectares, considerando-se um rendimento médio de 200kg por hectare, o cajueiro comum”, avalia Marcos Dantas, especialista do Seabrae. “O caju-anão é uma boa alternativa para aumento da produtividade, na medida em que pode-se chegar a mil quilos em regime de monocultivo. Em regime florestal, sem sombreamento, chega a 500kg por hectare”, comemora.

A viabilização dos novos empreendimentos da agricultura familiar é resultado da parceria entre o Governo do Estado, através da Seagri e da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), do Sebrae, das agências de Desenvolvimento Regional Sustentável da Fundação Banco do Brasil e do Banco do Nordeste (BNB).

Ana Paula Loiola
13/03/2008
Ascom Seagri
3115-2767 / 2737