Nordeste da Bahia aposta no caju para crescimento da agricultura familiar
Para crescer e se desenvolver, o nordeste do estado conta agora com um produto nativo da região e que até então era desperdiçado ou vendido a atravessadores: o caju.
Foram inauguradas, em Cícero Dantas, Banzaê e Olindina, três minifábricas de beneficiamento da castanha do fruto, com capacidade para a produção diária de três toneladas do alimento, muito usado na produção de doces, tortas e outros pratos.
Na oportunidade, ações de incentivo à cajucultura foram anunciadas pelo governador Jaques Wagner.
Aproveitamento – Dentre elas, a ampliação do serviço de assistência técnica, a distribuição, ainda este ano, de 100 mil mudas do cajueiro-anão – espécie com alto nível de produtividade –, e a articulação para a comercialização da produção.
O comerciante José Valter dos Santos, 55 anos, há 22 proprietário de um mercado em Cícero Dantas, vê na cajucultura uma possibilidade de crescimento para toda a região.
"O caju daqui era jogado fora e agora vai ser aproveitado. Até a castanha, que era vendida para longe, vai ser beneficiada aqui e o dinheiro gasto no comércio local", comemorou.
Além do aumento da renda para os agricultores familiares, cada fábrica está empregando trinta funcionários.
A produção baiana de caju gira em torno de 20 mil toneladas anuais, sendo que 90% está concentrada na região nordeste
do estado.
Projeto tem BB, Sebrae, Embrapa e Unitrabalho como parceiros
O Projeto de Revitalização da Cajucultura está sendo desenvolvido nos estados da Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte pela Fundação Banco do Brasil em conjunto com o Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a organização Unitrabalho.
O objetivo é recuperar e implantar minifábricas de castanha de caju, além de montar módulos agroindustriais para seleção, classificação e exportação da amêndoa.
O quilo in natura da castanha é vendido por R$ 0,80 a R $1 mas, processado pela fábrica, esse retorno aumenta.
A iniciativa faz parte do programa Sertão Produtivo, da Seagri. Suas ações de incentivo à fruticultura têm por meta o benefício de 15 mil famílias.