Commodities Agrícolas

18/03/2008

Commodities Agrícolas

 


Piso em cinco semanas

Os preços futuros do açúcar fecharam com forte queda ontem, atingindo o menor patamar das últimas cinco semanas, acompanhando o movimento baixista de outras commodities agrícolas, pressionados pela saída dos fundos e especuladores do mercado, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram a 12,42 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 144 pontos, ou 12,5%. Na bolsa de Londres, os contratos para agosto encerraram a US$ 337,50 a tonelada, com baixa de US$ 26,40. A queda das commodities agrícolas reflete a expectativa de recessão americana. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 27,34, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, acumula queda de 0,15%. 

Medo das commodities

Os contratos futuros do cacau negociados na bolsa de Nova York desceram ontem ao menor nível em quase um ano, pressionados pelas vendas gerais de commodities diante da expectativa cada vez maior de uma recessão nos Estados Unidos. "Essa é uma clássica fonte de geração de dinheiro na iminência de uma desaceleração", disse à Bloomberg o estrategista-sênior de mercado Adam Klopfenstein, da MF Global. Segundo ele, "as pessoas estão com medo de comprar commodities". Os papéis com vencimento em maio recuaram 174 pontos (6%), para US$ 2.730 por tonelada. Em Itabuna e Ilhéus, a cotação média da arroba de cacau ficou em R$ 69,50, frente aos R$ 74,83 registrados na sexta, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau. 

Na linha de tiro
 
Assim com a maioria das commodities agrícolas, os preços do suco de laranja despencaram ontem, atingindo a menor cotação dos últimos dois anos, pressionados pela crise financeira americana. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram o pregão a US$ 1,1950 a libra-peso, com baixa de 150 pontos. "Os fundos realizaram liquidação de lucros e o suco de laranja não passou imune por isso", disse Sterling Smith, vice-presidente da FuturesOne, de Chicago. Na semana passada, os preços do suco caíram por conta das boas condições lavouras da Flórida, segundo maior produtor mundial de laranja. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja às indústrias encerrou a R$ 9,73, segundo levantamento realizado pelo Cepea/Esalq. 

Limite de baixa
 
Os preços futuros do algodão fecharam com forte queda ontem, atingindo o limite de baixa, pressionados pela fuga dos fundos de investimentos e dos especuladores das commodities em geral. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram o dia a 77,90 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 400 pontos. No dia 5 de março, as cotações do algodão alcançaram 92,86 centavos de dólar, a maior alta desde setembro de 1995. A fuga de commodities reflete o medo de recessão, afirmam analistas. "Em época de crise, as pessoas não querem tomar risco", disse John Flanagan, presidente da Flanagan Trading Corp., à agência Bloomberg. No mercado paulista, o algodão encerrou o dia a R$ 1,4392, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, o produto registra alta de 4,59%.